Primeiras Impressões de "Revolution"


Uma das séries mais aguardadas do próximo e provavelmente fraco Fall Season, teve sua estreia antecipada pela NBC, ao exibi-la por streaming em seu site oficial. Estou falando de Revolution, a nova série de Eric Kripke (Supernatural) em parceria com J.J.Abrams (Lost). Muitos pés atrás estão sendo impostos à série, devido às fracas séries do "gênero" que naufragaram recentemente, citando rapidamente Alcatraz, Terra Nova, Flashforward e Falling Skies, mas...   

Mas claro que a série teria que ser testada e em linhas gerais, considero que a série foi aprovada, ou passou com certa dificuldade em minha avaliação, mas, demostra potencial e instiga curiosidade. Isso é ótimo! O cenário também agradou-me. Um cenário externo sempre é agradável, apesar do Chroma Key ter sido usado excessivamente em certos momentos. Se vai pegar ou não, dependerá muito da evolução dos próximos episódios.

Pelo menos a história é linear: parece que não vai ter aquela coisa de episódios aleatórios enchendo linguiça. Logo nos primeiros minutos, muitas perguntas foram lançadas, aguçando a nossa curiosidade, exigindo ao espectador já iniciar teorias. Para quem gosta é um prato cheio. Pra quem não gosta deve ser um desespero. Só não podem brincar ou negligenciar a nossa inteligência.


O elenco é razoavelmente bom. O elenco jovem deixou um pouco a desejar, mas, fomos recompensados com Giancarlo Esposito (Captain Neville) e com Billy Burke (Miles). Esposito está vindo após um monstruoso trabalho em Breaking Bad, nenhuma surpresa, mas Burke pra mim foi uma boa surpresa. Só lembrava do ator em seu trabalho sem sal em Crepúsculo, mas parece que em Revolution, será mais atuante, tendo chance de mostrar seu trabalho.

Gostei muitos das cenas de ação. Normalmente cenas desse tipo, principalmente em filmes, trazem aquele sentimento de "me engana que eu gosto", mas, não foi o caso das cenas ( e foram várias) de luta do episódio. O personagem Miles mostrou ser um dos mais interessantes. Sua perspicácia com artes marciais foi um ponto alto do episódio, ao lado de todo mistério, que parece, estar bem envolvido.

A estrutura J.J.Abrams ficou evidente: a relação entre passado, presente e futuro, deverá ser base estrutural para a série, fato que, agrada-me muito.  Um repentino colapso dos sistemas eletrônicos em todo o planeta causou um sub-desenvolvimento imediato, causando guerras sociais e levando ao caos profundo. Decepcionado um pouco por não ter visto mais desse caos, mas, claro que veremos isso gradativamente nos flashsbacks.


Mas a série ainda precisa mostrar mais. Simplesmente luta por sobrevivência não vai vingar. Apenas a busca por um jovem raptado, também não. O apagão é o "personagem" mais interessante da série e se usarem-o de forma coesa, incrementado com os assuntos referente aos personagens, dosando mistérios com respostas relevantes, Revolution poderá vingar. Torço para isso, pois, precisamos de mais séries de mistérios e si-fi na TV americana, apesar de que o público de lá, está um pouco de saco cheio disso.   

A série tem estreia oficial marcada para o dia 17 de Setembro.
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