Primeiras Impressões de Elementary


Por Fábio Lins

O mais do mesmo piorado. "Elamentável".

É assim: fazer uma série baseada em uma obra já tradicional e premiada é um problema. Primeiro, a chance de você superá-la é mínima. Segundo, a possibilidade de cair no ridículo é enorme. Terceiro, quem vai gastar uma hora de sua vida em frente à TV assistindo o "mais do mesmo" e piorado? 

Tá bom, Elementary não deve ter problemas com falta de pessoas para assisti-la, pois, é a cara de série que americano gosta. Procedurais banais, daqueles que você assiste só pra passar tempo e nada mais. Principalmente porque terá uma audiência inicial estrondosa, pois, é uma série da CBS - emissora com maior audiência nos EUA - sendo exibida nas noites de quinta, ao lado das séries mais assistidas da TV americana que são: The Big Bang Theory, Two and a Half Men e Person of Interest. 

Mas isso não esconde a ruindade que a série é. Primeiramente as comparações com a obra prima da BBC, Sherlock, são inevitáveis. Quem assiste a versão britânica, não suportará acompanhar Elementary. A diferença de produção, roteiro, atuações... são gritantes. A sensação que estão "chupando" algo da série é imensa, mas claro, têm a desculpa de que o enredo já existe a milhões de anos. 


A série foi ambientada em Nova York, com um Sherlock mais idiota, sem dar aquela segurança de um gênio da investigação. Referências de investigações retiradas do Google e do Facebook foram lastimáveis. O pior foi a ideia de dar ao personagem uma parceira, Watson. Nada contra a atriz, mas, achei que não combinou em nada. Dr. Joan Watson também fez medicina, mas está ao lado de Sherlock a princípio por obrigação, claro que deverão incrementar uma desculpa mais esfarrapada para a sua permanência, porém, não duvido ser tão ruim quanto à personagem em si.

O que mais nos atrai ao enredo de Sherlock são as deduções maravilhosas e plausíveis vindas do gênio. Claro que evidenciariam isso em Elementary, mas, aconteceu de forma muitas vezes bisonha, trazendo desconforto ao telespectador. Claro que isso é notório também devido ao excepcional trabalho realizado pela produção britânica, que trás isso com maestria, ao contrário do que a série da CBS deverá mostrar. 

Enfim, os fãs de Sherlock Homes não conseguirão assisti-la de bom grado. Nem digo os fãs da versão britânica, que já é humilhação, mas os fãs das histórias iniciadas pelo escritor Sir Arthur Conan Doyle. Acompanhar uma temporada com vinte e tantos episódios com historinhas aleatórias e sem graça com as que acompanhamos nesse piloto, deverá ser uma tortura. Tenho certeza que muitos americanos irão se torturar com isso, mas eu, passo.

No ano de 2012, uma médica, a tal Dr. Joan Watson, que tem um iphone, usa um despertador do século passado.
Isso não deve existir nem em museu! Durmam com um barulho desse. 
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