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Damages: "But You Don't Do That Anymore" S05E10



E é com muita tristeza que dou início a última review de Damages.

Olá, leitores! Como estão passando? Felizes com a chegada da fall season? Enfim, mas não é sobre isso que irei falar aqui agora, óbvio, vamos ao fim.

Assim, eu não sei pode onde começar, ainda estou um pouco anestesiada com essa series finale. Mas vou tentar: Foi uma grande surpresa a Patty ter desistido do caso, mas vejo que ela armou aquilo tudo. O caso, na verdade, na minha ignorância, começou realmente como uma forma de mostrar para Ellen que ela sempre estaria no comando, mas ao longo da temporada podemos ver a mudança no comportamento da personagem em relação a este sentimento. Ela quis mostrar para Ellen no que ela havia se transformado e como seria o seu futuro se continuasse neste caminho. Sinceramente, Patty fez uma ação altruísta ali. Ela livrou a Ellen de uma vida de amarguras, solitária, consciência pesada e por aí vai. Honestamente, isso foi quase uma lição de “não se transforme em mim, não siga o caminho que eu segui”. Enfim, não é atoa que por alguns minutos Patty tem aquela imaginação da Ellen indo lhe agradecer, como se ela agradecesse por tê-la livrado dessa vida. E por fim, Patty está pagando por seus pecados, afinal, ela perdeu todas as pessoas com quem se importava, ela fica sozinha e tudo que lhe resta é o trabalho. A cena final falou tudo sem dizer quase nada.

Enfim, tivemos diversas surpresas nesse episódio final, não? Uma delas é que Ellen não morreu apenas teve uma crise de fadiga/estresse. E eu desconfiava que ela estava grávida desde o episódio nove. E como alguém sempre tem que morrer, o morto da temporada que causou mais impacto foi o filho da Hewes, Michael. Um rapaz tão novo, inteligente e bonito. Como a própria Ellen disse, prisão não seria pior do que perder um filho.  

Ellen realmente colocou as asinhas para fora nesse episódio. Importou-se mais com o caso do que com as pessoas ao seu redor. Contribuiu de forma indireta para a morte do Rutger ao dizer para Torben que depois desse caso, Patty processaria Herreshoff. Entregou o amigo do Chris para que seu cliente não fosse preso e prejudicasse seu caso. Fez tudo para vencer e no final se dar conta da burrada que tinha feito. Pelo menos, não era tarde demais para ela mudar.
Bom, Rutger, Herreshoff e Torben, além de estarem todos envolvidos na liberação dos e-mails de Naomi para o McClarenTruth, também estavam envolvidos na morte da mulher. Ela ameaçou leva-los todos abaixo, afinal, ela tinha informações suficientes e isso fez com Rutger sugerisse que dessem um jeito nela a Torben. Todos os pontos foram ligados sem deixar nenhuma ponta solta. Isso é Damages, isso é uma série com um roteiro bem trabalhado, bem feito e organizado.

Nesse mesmo episódio, tivemos uma cena M A R A V I L H O S A, E S P E T A C U L AR, que se aquela cena não der o emmy a Glenn Close, então, os velhinhos do emmy precisarão conversar com a minha M16. Acredito que todos já sabem de qual cena falo, não? Sim, essa mesmo, a que Patty conversa com o pai. Ali podemos ver a sensibilidade, a dor, o sentimento de mágoa, o ódio, esse coquetel de sentimentos negativos nutridos por um homem que deveria ter exercido seu papel de pai. Quase levantei da cadeira e aplaudi a atuação da Glenn nesta cena. Essa mulher é simplesmente fenomenal.

“Eu sou assim por aversão a você (...) Você fez tudo que podia para me humilhar. A minha mãe ia à igreja e rezava por você. E nunca entendi por quê. Porque eu achava que você merecia o inferno. Pela sua crueldade. Pela sua brutalidade. Pelas noites em que ia para casa bêbado e violento. Você nos aterrorizava. Você nos agredia. E o nosso medo fez você se sentir grande e importante. A minha mãe nunca julgou você, mas eu vou. Quero que lembre esse momento para sempre. Esse sentimento de impotência, de fraqueza. De mim olhando nos seus olhos e dizendo o quanto odeio você. Não há perdão para você. Nenhuma piedade. Só a morte.

Não sei vocês, mas eu não esperava que Kate fosse irmã de Patty. Foi uma grande surpresa quando isso foi revelado durante a conversa delas. Sem contar que, aparentemente, ela apenas usou a Ellen como um meio de chegar até a irmã. Vemos também a tentativa de aproximar-se do filho da nossa querida advogada, Patty Hewes, quando ela tenta chegar em um acordo em relação a custódia de Catherine.
Não era medo da Ellen mais, era vontade de mudar, de tentar fazer algo diferente de sua vida. Ela queria isso, não mais afastar todos aqueles com quem se importava e sim, aproxima-los. Porém era tarde demais, o destino de seu filho já estava selado.

Gostaria de concluir essa gigantesca review agradecendo a Todd A. Kessler, Glenn Kessler e Daniel Zelman por terem criado essa maravilhosa e uma das melhores séries jurídicas de todos os tempos. Damages mudou o conceito de roteiro finalizado com pontas, pois conseguiu fechar todas elas. Vi muita gente reclamando da series finale, mas, para mim, foi perfeita e do jeito que deveria ser. Glenn Close merece um emmy e uma estátua no meio da pacífico por essa atuação. Rose Byrne também fez uma atuação excelente e ficará marcada como nossa Ellen Parsons. Todos os atores que já passaram por essa série marcaram nossos corações de certa forma. Parabéns a sempre maravilhosa equipe de diretores de Damages e a todos os outros que contribuíram para o processo de criação de cada episódio. E gostaria de agradecer ao Fábio Lins por ter me dado a oportunidade de fazer as reviews de Damages, de ter me convidado para escrever para o VS, pois está foi a minha primeira série aqui e isso ficará marcado de certa forma.

Bom, espero que tenham gostado da review, da series finale e até a próxima série que vocês acompanharem comigo fazendo review.
That’s all folks!

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