True Blood: 5x01 "Turn! Turn! Turn!" - Season Premiere




True Blood voltou e junto com ela todos os fãs insatisfeitos, pessimistas, otimistas, xiitas (oi, me chamou?), e por aí vai. É incrível como a série tem tantos telespectadores e ela acaba sendo a exceção das exceções: todos assistem, todos têm uma opinião sobre, e muitos morrem de falar mal mas não largam.

Apesar de ser imensa defensora da série e me divertir com ela até quando não deveria, é besteira não reconhecer que TB perdeu muito do seu brilho. Particularmente, não acho que a série está ruim nem que seja uma grande decepção. Mas é fácil de perceber que ela nos acostumou a um padrão que ela mesma não consegue mais alcançar.

Quanto ao curso da história, não tenho muitas reclamações. Quando vejo a sequência que eles decidem dar aos acontecimentos, imagino que realmente faz sentido para o universo de TB. O que acaba me incomodando, no entanto, é o excesso de personagens e tramas (que chega a fazer a protagonista parecer coadjuvante...). Eles são tantos que seriam necessárias temporadas com 22 episódios de 50 minutos cada, porque sempre que assistimos às Seasons Finales fica aquela sensação de que muita coisa foi engolida e deixada para trás.

Em Turn! Turn! Turn! alguns preciosos minutos já foram desperdiçados com “Terry e o Mistério do que Aconteceu no Iraque”. Honestamente, quem liga para isso? Terry e Arlene estavam muito bem como coadjuvantes, ora como funcionários do bar, ora como zumbis/fantoches de Maryann. A não ser que esta história se revele de grande importância e se torne extremamente indispensável depois, a última coisa que eles precisavam era de adicionar Patrick Devins (Scott Foley) para prolongar os porquês do incêndio na casa de Arlene.

O mesmo vale para o reverendo Steve Newlin. Tá. Foi ótimo ver Jason em sua melhor forma definindo as presas como “pênis gêmeos eretos”, e foi engraçado Newlin se declarar para Jason e se revelar, na maior sem-vergonhice, ser o completo oposto de tudo o que ele supostamente defendia. Mas... para quê? Se ele tivesse ficado quietinho no final da 3ª temporada, ninguém reclamaria.

Outro plot que já deu foi o de “Sam, Luna, Alcide, e os lobos carentes”. Marcus chato já se foi e sua alcateia podia ter ido com ele também. A cena da mamãe loba e os outros lobinhos devorando o corpo do líder pode até ser sido nojenta, chocante e causado repulsa. Mas a essa altura, quem quer saber se a mãe do Marcus aceita Alcide como líder ou se ela “precisava” comer as tripas do filho?

Alcide, mesmo fazendo parte de uma trama nada a ver, tem a possibilidade de nos surpreender nesta temporada. Era óbvio que, assim que descobrisse sobre a fuga de Russel, ele iria correr atrás de Sookie e chamá-la para ser protegida pela sua estoneante musculatura. Mas o que não é óbvio é a futura reação dele quando ouvir que o dente no meio da cozinha de Sookita pertence à sua falecida amada. Não vamos supor que ele nem vai se importar com isso. Vale lembrar que Alcidão deu uma chance à Debbie mesmo depois de ter desfrutado do ápice da loucura dela.

Agora, o que realmente importa são os personagens principais. A dinâmica Eric-Bill, por exemplo, foi um grande acerto do titio Bolão. Esses dois, seja brigando, seja abraçando ou seja escutando o outro fazer certas coisas num contêiner, são sempre perfeitos em cena, com uma química de fazer inveja (ou ciúme?) à dona Sookie. A cena de Eric limpando a cena do crime e Bill inventando desculpas sobre sua ausência para Jessica, já mostrou que boa parte do humor da temporada será deles. Junte-se a isso o fato de eles lamentarem juntos o pé na bunda que também levaram juntos. Pelo menos a fase de “puppy dogs” acabou...

Uma outra dinâmica que tem tudo para dar muito certo é a de Sookie-Pam-Lafayette. Pam e Lafa já são personagens que, sozinhos, se responsabilizam pelos momentos mais descontraídos da série... imagina então como será bom vê-los juntos. Isso eu assumo que acontecerá porque, com a transformação de Tara, Sookie e Lafa tentarão ajudá-la. E como Pam é a criadora, com certeza vai sobrar uns probleminhas para ela. Sem contar que agora Sookita está em débito com ela, ou seja, nenhuma se livrará da outra tão cedo.

Como disse Alan Ball, o tema da 5ª temporada será a AVL, a Liga de Vampiros Americana. Iremos conhecer muitos vampiros poderosos e ansiosos para matar Bill e Eric. E já nesta première a caixinha de surpresas se abriu e voilà: a irmã/amante de Eric, Nora (Lucy Griffiths), é uma chanceler da AVL e ninguém sabe da "ligação" entre eles.

A má surpresa ficou por conta de ela não conseguir livrar o irmãozinho e seu amigo das garras da Autoridade, nem mesmo com a ajuda dos camaradas (com nomes de ótimo gosto) "Marcellus Clarke" e "Ike Applebaum". É muito improvável que algum dos dois morra, mas com certeza será divertido vê-los sofrer... juntos. Isso sim é que é companhia na riqueza, na pobreza, na saúde e na doença.

O final do episódio foi mais uma mostra do que a HBO adora: fazer o telespectador pular da cadeira de susto. Como Tara perdeu "metade do cérebro", ela certamente não voltará sendo a melhor amiga e eterna defensora de Sookie. Ao invés disso, ela deve é querer um pedaço da doçura da fadinha. Sem contar que, se ela se lembrar do quanto odiava vampiros e o quanto sua vida humana foi destruída por eles, mais pedaços da fadinha ela vai querer. E ainda não devemos nos esquecer de sua criadora particular... que também não é fã da fada em questão. Haja lágrimas para Sookie nesta temporada.

Observações: 

- É claro que Tara não ia morrer. Isso aqui é True Blood.

- É claro que o corpo de Jesus sumiu. Isso aqui é True Blood [2].

- Quantas vezes Sookie já limpou sua casa depois de um assassinato?

- Não passou despercebida a vontade de Lafa de dar fim definitivo ao seu sofrimento.

- Jason apaixonado, querendo deixar de ser canalha, e Jessica soltinha. Combinação descombinada.

- Andy, Holly, os filhos dela, o ex-marido dela, os cachorros dela, o papagaio dela... WHO CARES?

- Andy pelado, Andy corrupto... WHO CARES?

- Importante: não arrisquem assistir True Blood dublada. Eu teimei e enfrentei a experiência... vocês não sabem o que é ter Sookie com voz de Paulina Martins e Lafayette com voz de Carlos Daniel. Aterrorizante.

Personagens de True Blood  sendo... os personagens de True Blood:

Jessica: Pessoas vão à faculdade para se tornarem grandes e poderosas, certo? Bom, eu já sou, então por que o trabalho?

Jessica [2]: Sou também descendente do Rei de Louisiana, que está fora da cidade, o que praticamente me faz a rainha...

Pam: Estou usando um agasalho do Walmart por vocês. Se isso não é espírito de equipe, não sei o que é.

Sookie: Sabe quando dizem que no calor do momento não dá tempo de pensar? Bom, eu pensei. Eu pensei, "Não preciso fazer isso. Tenho a arma agora. Devo ligar para a polícia ou Jason e a prenderão para sempre". Decidi puxar o gatilho. Queria matá-la.

Bill para Eric: Brigamos como irmãos, mas transamos como campeões.
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