Falling Skies - 2x01 - Worlds Apart




Alguns seriados possuem qualidade de efeitos visuais e roteiro duvidosos. Porém, apesar das piores das críticas, alguns programas acabam caindo no gosto do público seja pelos personagens, seja pela história em si - mesmo cheia de furos. Não é diferente com Falling Skies. Sabemos que o seriado não chega a ser um dos mais renomados pela crítica. Mas quem, às vezes, liga para a crítica, não é mesmo? Ninguém precisa concordar com todo mundo.

Os efeitos do seriado continuam razoáveis. Dá para engolir. A história não está estafante - não completamente, pois, algumas partes entendiam nessa season premiére dupla; principalmente as tão aguardadas cenas do que havia acontecido a Tom dentro da nave que adentrou na temporada anterior.

Voltamos com Falling Skies introduzindo uma cena de ação três meses depois de Tom ter feito uma "ligeira visita" a nave alienígena. Pelo visto, as coisas fizeram apenas piorar para o lado da  Resistência. Fogo pra cá, bala aculá, Ben parece estar se revoltando contra sua futura raça (ou alguém acha que ele não chegará a se transfomar? Seria, no mínimo, sacanagem - exceto se houver uma perfeita explicação para que isso não aconteça). Ben parece querer mostrar de que lado está, utilizando-se de seu poder para sentir a aproximação dos Skitters e, em um desses momentos, acaba atingindo - e reencontrando - seu pai sem querer e começa a se sentir péssimo por isso. Tom realmente ficou bastante ferido. Belo tiro, Ben. Aprendeste bastante em três meses.

Falar de todo esse período, todos se perguntam o que aconteceu com Tom dentro da nave. Conseguiram acertar  seus palpites - se é que tiveram algum? Aqueles ET's  Steven Spilberg-de-ser ~ impõem ~ um acordo de paz; cessar as hostilidades. Contudo, isso foi meio que um: bem, vou dar um pedacinho de terra para vocês, mas a Terra é Nova, ops, nossa... 

O alienigena - explica ele a Tom tendo seus flashbacks Lost enquanto está moribundo em uma cama devido ao tiro do filho - toma a nossa história opressora como ponto de justificativa para atacar a humanidade. A criatura ainda emenda que eles, sim, são os detentores da decisão de se o nosso mundo continua a viver ou não. Tom se trata de alguém bem corajoso, pois nem acostumado com aquela invasão, eu acharia normal ver uma criatura horrenda daquela na minha frente. Então, a humanidade está acostumada a ser capacho. Nossa maioria. Porque os alienígenas acham totalmente viável que sejamos oprimidos por eles? Parece ser óbvio não fazer sentido lutar contra eles, afinal, eles são a nova opressão e exigem obediência.

Engraçado como Tom conseguiu escapar (e atacar os Skitters) com uma facilidade nada convincente - ainda tento compreender a razão de eles o terem deixado sobreviver após assassinarem todos os outros humanos fugitivos que outrora estavam presos na nave. Talvez isso faça parte do acordo de paz não totalmente esclarecido. Tom reencontra a Resistência, recupera-se, porém, a incógnita perdura: três meses se passaram e o que, exatamente, Tom havia feito dentro daquela nave? Pope perguntou isso por nós.

Destaques: 

- Opressão está na natureza do homem e este deve se submeter à ela;
- Uma cena mais que The Walking Dead com Ben ensinando o irmão caçula, Matt, a usar uma arma com a desculpa de que "está na hora de ele saber se defender";
- Ben está ficando fortinho, hein? Como será que a força dele ficará (se) quando ele se transformar? Um Skitter comum parece bem mais fraco que ele humano em processo, hein?
- Para que serve uma bela sacola de dinheiro em um mundo em guerra senão para fazer uma fogueirinha valendo dólares?



P.S.: Review do segundo episódio em breve!

Tecnologia do Blogger.