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The Voice l 2ª Temporada "And winner is..."



Recheada de altos e baixos, chegou ao fim a 2ª temporada de The Voice - reality criado por ninguém menos que John De Mol, criador do Big Brother e com produção executiva de Mark Burnett (Survivor). Encomendado para concorrer diretamente com o American Idol - 10 anos de atraso - seria o show que supostamente premiaria a melhor "Voz" americana. Apesar do mercado americano estar saturado de reality shows musicais, The Voice destacou-se, conseguindo chamar a atenção dos espectadores e da imprensa americana, conseguindo bater de frente com o até então com imbatível American Idol, além de muitas vezes, superá-lo. Não digo apenas pela audiência, que algumas vezes chegou a superar o reality da Fox, mas também pela produção e nível dos candidatos. O material humano selecionado em The Voice é incrível, porém, mal lapidado, coisa que o American Idol faz com maestria. 

Pois bem. Esse post não é para comentar as diferenças entre os realitys e sim, comentar os pontos positivos e negativos da 2ª temporada de The Voice. Vamos começar então, é claro, com as audições. 

The Blind Auditions: 

É o carro chefe de The Voice. O reality criou uma identidade própria e atraiu milhões de fãs devido a essa fase. É de longe o melhor momento do reality. Esse ano, a fase conseguiu superar a sua primeira edição, principalmente, devido aos mentores. O quarteto fantástico (?) esteve "harmonioso" e conseguiram deixar de lado a tensão, que muitas vezes atrapalhou-os na temporada passada. Estiveram bem mais soltos, mais engraçados, mais provocativos, entre outros adjetivos do gênero. Adorei! Destaque especial para Blake. O astro do Contry estava impossível! Tanto provocando os rivais, quanto devolvendo provocações. A persuasão nos candidatos foi muito bem feita também por Blake. Conseguiu montar uma bela equipe, dentro de seu gênero musical. Perdeu alguns bons candidatos, mas não foi por falta de esforço. Se houvesse um prêmio para melhor mentor da fase, eu daria-o para Blake Shelton. 


A estrutura foi aquela já conhecida. Apresentação dos candidatos, destacando as suas histórias de vida. Os mentores têm um papel muito difícil, pois, só existem feras nessa fase. Contudo, considero que os melhores foram realmente escolhidos. Pequenas ressalvas, mas insignificantes. A emoção maior veio quando conhecemos a história de vida de Jamar Rogers. Um jovem portador do vírus HIV, dono de uma excelente voz e fã número 1 de Cee Lo Green. Incrivelmente, apenas uma cadeira virou e justamente a de seu ídolo. Destaco como o momento mais emocionante da fase. Jamar conseguiu ir até as semi-finais, sendo derrotado pela digníssima Juliet Simms. 

A fase foi ótima, mas os pontos negativos têm que serem destacados. Com o aumento no número de candidatos aprovados, a fase foi mais extensa, trazendo certa monotonia nos últimos episódios. Sinceramente eu não estava aguentando mais. O problema maior, foi a edição do programa muito repetitiva. Sempre voltavam nas histórias, sempre relembravam os últimos episódios e sempre explicavam demais as regras do programa. Acho que 12 aprovados para cada mentor, é muito. 

Nota: 08/10 
The Battles: 

Deprimente, entediante, sonolenta, monótona e adjetivos similares. Pronto. Isso define o que foi a 2ª fase da 2ª temporada de The Voice. Já esperava algo desse tipo, devido ao que vimos na temporada passada, mas acabou sendo pior ainda. O número de candidatos influiu, é claro, mas não foi só isso. O que tinha de bom nessa fase, são as batalhas em duetos, mas o nível desse ano foi baixíssimo, salvo poucas exceções. A edição continuou sendo cansativa, mostrando demasiadamente o trajeto dos candidatos até então. Os convidados foram bem escolhidos, contudo, também caíram no marasmo. 

Nem Alanis Morissette - a minha cantora favorita Ever - conseguiu sobressair-se. Um verdadeiro tédio. Confesso que assisti apenas os dois primeiros episódios dessa fase na íntegra. Os restantes, tive que ir passando e parando apenas nas apresentações. É muito sofrimento. Imagino quem acompanhou a fase na íntegra, acompanhando toda essa enrolação, principalmente, aturando os intervalos. Não é a toa que a audiência nessa fase caiu consideravelmente e caso, mantenham-a sem alteração nas próximas temporadas, poderão levar o reality para o buraco. 

O que mais me irrita é que os jurados elogiam tudo e todos. Não é bem assim não! Muitos mereciam críticas, no mínimo, construtivas, mas por covardia, medo ou sei lá o quê, não tomavam posições. Lamentável. 

Nota: 04/10 
Live Performances: 


É uma fase de sucesso garantido. Para não parecer "chupada" de outros realitys como American Idol e The X-Factor, The Voice modificou a forma com que os candidatos fossem eliminados. Numa pancada só, um de cada grupo deixara o programa. A parte interativa com público, é algo positivo, e sim, deve ser exaltado. A eliminação instantânea foi incrementado nessa temporada e chamou mais a atenção para as noites que costumávamos a acompanhar apenas as apresentações.Falando nelas, considero-as satisfatórias. Uma ou outra acima da média, mas foi bom acompanha-las como um todo. O fato a lamentar foram as poucas apresentações especiais. Esperava bem mais. Justin Biebier? OMFG! 

As eliminações muitas vezes deixaram a desejar, principalmente, as decisões dos mentores. Christina eliminando Jesse Campbell? What?! Um dos melhores da competição. Adam dando 60 pontos para Tony Lucca e só 40 para Katrina Parker? What?! (2). Preponderante para a eliminação de também, uma das melhores da competição. 

Essa estrutura de manterem sempre um representante de cada de cada equipe faz com que no final, os finalistas deixem de simbolizar os melhores da competição. Muitos eliminados nessa fase são muito superiores aos classificados. Idaí se uma equipe for eliminada rapidamente! Estariam saídos os piores mesmo! Isso acontece em The X-Factor e não diminui em nada o interesse pelo programa. Poderiam rever isso nas próximas edições.

Apesar dos pesares, é sempre uma fase divertida de acompanhar, principalmente, quem tem a opção de pular sempre as edições repetitivas mostrando o retrospecto dos candidatos. 

Nota: 7/10 
O grande campeão: 


Na noite de ontem, dia 08 de maio, os Estados Unidos e o mundo conheceram o campeão da 2ª edição de The Voice. A votação foi popular, sem interferência dos mentores. Em uma noite com apresentações que só serviram para "encher linguiça" e segurar a audiência para o que realmente importava, o público americano deu a 4ª posição para Chris Mann - Team Christina, 3ª posição para Tony Lucca - Team Adam, 2ª posição para Juliet Simms - Team Cee Lo e consequentemente, a primeira posição para Jermaine Paul - Team Blake. 

Confesso que fiquei decepcionado com o resultado, principalmente, pela primeira posição. Juliet Simms é disparadamente a melhor da competição e foi injusto a sua derrota. Juliet Simms, ex-back vocal de Alícia Keys - é um ótimo cantor, mas não era para tanto. Comecei a desgostar do cantor logo nas audições. Não pela sua apresentação, mas pela sua prepotência e arrogância mostrada, digo, transparecida. 

Mas é inegável que na noite final de apresentação, Jermaine Paul foi magnífica. Arrancou aplauso de pé de todos os jurados e com merecimento. Contudo, dar-lhe o título de "A Voz" americana foi demais para mim. Por outro lado, Blake sai como o mentor vencedor da edição. A avaliação é dos cantores, mas se fosse para avaliarmos os mentores, eu votaria em Blake fácil, seguido de Adam, Christina e Cee Lo. Blake foi o mais carismático e o mais verdadeiro. Fico feliz por ter vencido a competição. 
Nota: 7/10 

Enfim, com prós e contras, a decisão agora é nossa. Iremos ou não acompanhar a 3ª temporada do reality? Não sei vocês, mas eu já decidi. Não.

Comentários

  1. Não assisti à 1ª temporade de The Voice, mas não resisti à estreia da 2ª, já que sou fã de Christina Aguilera desde Genie in a Bottle. Gostei bastante das Blind Auditions, principalmente devido a disputa dos coaches, sempre muito engraçados ao tentar persuadir os candidatos. Uma vez que saltei  todas as partes que mostravam a vida dos candidatos (coisa linda não ver ao vivo!), não tenho do que reclamar.
    Não achei os episódios de Batlle Rounds chatos não, até me divertia nas apresentações, mas, como saltava as partes insignificantes, minha opinião não vale muito. Gosto dessa fase porque é a partir dela que escolhemos os favoritos e nos apegamos a alguns candidatos. Porém me enganei, imaginava que os team Adam e Xtina que vinham fortes, e me decepcionei com o de Adam depois.
    Os live shows foram ótimos, mas algumas escolhas me desapontaram. O que não gostei mesmo foi do voto do público. Parecia que só escolhiam os homens para passarem de fase, sendo que a maioria das mulheres era muito melhor! Até hoje não acredito que Tony Lucca conseguiu chegar à final e ainda ficar na frente de Chris Mann. Dessa forma, ótimos cantores foram perdidos, como Charlotte Sometimes. Em relação a Jesse, foi uma decisão difícil de Christina, já que ela estava com um time bastante bom , mas deixaria Lindsey Pavao para trás, já que Ashley me surpreendeu e Chris era ótimo, sempre me tocando com suas apresentações.
    Em relação aos cantores dos outros times, gostava bastante de Juliet, Jamar e Cheesa do team Cee lo, que então se mostrou como favorito aos meus olhos. O team Blake foi sempre o mais fraco a meu ver, torcendo então por RaeLynn. Jamais apreciei Jermaine, e concordo quando diz da personalidade e arrogância, mas também a voz dele não me agradou. É igual a de milhões de pessoas e as apresentações me aborreceram. O team Adam, que pareceu bom no início, não acompanhou minhas expectativas, e as únicas apresentações que me agradavam eram as de Mathai e Katrina. Dai meu maior desapontamento com a série: o comportamento do coach Adam Levine. Tomou as dores de Tony Lucca, após ser criticado com razão por Xtina, a única que se dava ao trabalho de criticar e não só elogiar. Dai empurrou esse cantor sem talento algum para as finais, ao ponto de desclassificar Katrina, cantora extremamente superior.
    Para completar minha insatisfação com as fases finais, Jermaine se consagra vencedor. Não consigo entender como é que depois das apresentações belíssimas de Chris, tanto com Xtina quanto solo, o cantor conseguiu apenas o 4º lugar, ficando abaixo de Tony Lucca, que não consegue se destacar dos instrumentos, tendo a voz encoberta. Mas para piorar, depois de apresentações magníficas de Juliet, como Roxanne e This is a man's world, ela não conseguiu o primeiro lugar.
    Vou continuar acompanhando, já que, apesar dos resultados, foi possível conhecer e admirar performances de cantores muito bons. E, caso pudesse participar, com certeza escolheria Christina Aguilera como coach, já que realmente representa The Voice.

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  2. Bom comentário Lorena. Divergimos em poucas coisas, mas é isso aí. Concordo com muita coisa que disse. Queria até entrar mais detalhadamente nos termos que mencionei, mas viraria um livro! rs Adorei ler seu comentário. Bjos!

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