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The Killing – 2x04 – Ogi Jun


Mais um episódio, e mais uma delícia de se assistir. Todos os episódios da série têm o mesmo ritmo, mas depende dele se iremos ou não descobrir algo. Assim foi neste, ao contrário do episódio passado desta vez temos um suspeito confirmado, mesmo que eu não acredite que seja ele, esta pista pode levar a outras, ou não.

No início da temporada eu achei que o sumiço de Mitch iria fazer falta para a trama, mas desde o terceiro episódio parei com essa besteira, se ela tivesse ficado acho que eu não aguentaria o drama, foi ótima tanto a personagem quanto a atriz, mas isso na temporada passada. Agora vamos explorar um lado mais sério e perigoso que não combina com ela, quem sabe na finale.

Terry está passando por muita coisa, daqui a pouco ela segue o exemplo da irmã e cai na estrada. Hora em que aquele menino prendeu o irmão no porta malas eu fiquei com muita raiva, como assim?! Ela lava, passa, faz comida, busca /leva na escola e ele ainda fica mal agradecido. Temos que entender o lado dele, é uma criança que sofre com uma perda familiar, não me refiro à irmã e sim da mãe que abandonou, mesmo querendo fugir do assunto, todos os problemas relacionados às crianças tem como causa a mãe.

Uma coisa que não entendi e parece que vou ficar sem entender é o porquê de Richmond ainda aparecer na série, está falido e mesmo que consiga voltar para a corrida, isso não tem nada a ver com o caso de Rosie. Pode ser que uma de minhas teorias se confirme mais pro fim desta temporada (quem leu a review da premiere sabe do que estou falando), mas até lá, por favor, tirem esse cara de cena.

Stan está se enrolando cada vez mais com a máfia, pediu uma ajudinha e logo já estava comprometido. Matou um cara pra sair, e agora quando pede ajuda de Janek ele simplesmente ajuda, pode ser pelo fato de estar querendo proteger algum de seus capangas e de quebra se aproximar das crianças. Ele também disse pra Stan esquecer Rosie, mesmo que seja um bom conselho (pra ele se lembrar do que sobrou de sua família) tem um fundo falso.

Depois da crise de consciência, Holder voltou a ser o parceiro de Linden mesmo que ela não concorde muito com essa ideia, os dois voltaram com a mesma química da temporada anterior, ela manda ele obedece. Teve também a tradicional conversinha sobre vida pessoal dos dois. Fui só eu, ou mais alguém percebeu que Linden estava meio nostálgica, ela estava se lembrando de quando era criança e vivia em abrigos, além disso, surgiu uma nova dor de cabeça pra ela.

Era só o que faltava, um pai que nunca ligou pro filho, querer se aproximar depois de muito tempo e ainda achar que tem o direito de custódia conjunta. Acho que este plot da guarda conjunta vai fazer bem pra personagem, vai servir pra ela perceber o que é melhor pra ela e seu filho.

A amiga de Rosie voltou pra nada, só serviu pra fazer cara de sonsa e dramática. Stan mandando seu filho bater nos garotos, começo a achar que está no sangue mesmo, a máfia é um tipo sanguíneo. No final, será que aquela mulher vai fazer alguma coisa contra Stan?!

Foi um ótimo episódio, mas tem muita gente se perguntando se a série está enrolando ou só sendo ela mesma, eu fico com a segunda, porque não da pra seguir treze episódios com ótimas pistas, pois iríamos chegar ao fim com certeza de quem é o assassino e onde fica a surpresa?! Estamos caminhando lentamente para o meio da temporada, e espero que a série confirme álibis e mostre fortes suspeitos.

OBS1: Queria dizer que ri alto na cena que Richmond tenta sair da cama com ajuda de seu ex-fiel escudeiro.

Esqueci algo? Complete, comente.

Comentários

  1. The Killing continua ótima, em minha opinião. Estou atrasada em quase todas as séries a que assisto, mas ela sempre passa na frente das que estão na fila porque não quero acumular episódios. É uma série deliciosa de se assistir e, embora possa parecer parada e enrolada para os desatentos, é um show que não me cansa jamais.
    Acredito que, uma vez que apresentaram Richmond na temporada passada, resolveram acompanhá-lo devido à mudança que o caso Rosie Larsen teve na vida dele. Assim como seguem os Larsen e as consequências na vida da família devido ao assassinato, estão fazendo isso com ele também. Digo isso porque não imagino como ele esteja envolvido no crime, mas quem sabe...
    Mitch realmente não faz falta nenhuma. A maior participação de Terry está cobrindo muito bem o espaço deixado pela personagem. Quero muito ver no que vai dar esse novo envolvimento de Stan com a Janek e como isso vai refletir no resto da família. Gosto muito da série por não revelar todas as facetas dos personagens de uma vez só, permitir que eles se mostrem devagar e de forma bem desenvolvida.
    E adoro a Linden! hahahaha Ela trabalhando com Holder, a fórmula da temporada passada funciona muito bem e assim vamos descobrindo mais da protagonista. Já disse como gosto desse desenvolvimento lento? hahahahhahaha Não é forçado, sabe? É como se fóssemos uma pessoa que ela acabou de conhecer e se revelasse aos poucos.
    Também não acredito que o garoto da tatuagem seja o assassino, mas que ele vai trazer algo mais interessante à série, vai trazer novidades e fatos importantes para o caso.
    Enfim, episódio muito bom e quero mais!

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  2. Adoro os seus comentários, sempre completam minhas reviews. Concordo com tudo que você disse, como sempre, sou igual a você, admiro muito digamos assim, a lentidão da série, ela tem um ritmo lento e o que pra alguns é ruim pra nós é ótimo, eles sabem fazer uma série com ritmo lento e isso é uma arte. Ir desenvolvendo os personagens mostrando aos poucos suas características, isso é o melhor, se fosse tudo revelado na Premiere (como alguns queriam), onde está a graça, a emoção e ansiedade de esperar pelo próximo episódio..
    Obrigado pelo coment, e até a próxima.. =D

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