Glee "Big Brother" 3x15




É devido a episódios como esse que as vezes eu dou razão a quem considera Glee um lixo.

Depois de um longo hiato de quase dois meses onde Glee nos apresentou o ótimo "On My Way", cujo deixara-nos ansiosos e na expectativa de sabermos o destino de Quinn após o acidente, a série retorna mostrando o que tem de pior, jogando um balde de água fria naqueles (eu) que achava que a série poderia se firmar. Poderia, mas sempre esbarra nos lampejos de Ryan Murphy.

Eles simplesmente passaram uma borracha na trama e perderam a oportunidade de explorar o acidente que deixou-nos apavorados durante esse tempo todo, temendo a morte de uma dos principais personagens da série, e o pior, vieram com um "Big Brother" baseado no personagem mais saturado da série. Ninguém (eu pelo menos) aguenta mais o Blaine. De um praticamente figurante, transformado em protagonista? Pára Glee, pára.

Onde está Mercedes, Brittany, Santana, Puke e cia? Viraram figurantes? Blaine e Artie tomaram conta dos vocais dos musicais. Lamentável.

Quinn na cadeira de rodas foi até legalzinho, mas não sei (e nem quero saber) onde isso vai dar. Algumas ceninhas e dancinhas ali e outra aqui com Artie e só. A lição de vida e a vida dos cadeirantes já foi muito explorada na série por Artie. Não precisamos mais.

Um fato que irritou-me bastante foi mais uma vez esse draminha de novela mexicana de Rachel e Finn. Putz, brigando de novo? Ah não! Assistimos isso desde os primórdios da série. Não aguento mais. Quando achava que estavam dando um ponto final nesse plot, Rachel e Finn reaparecem brigando e pelos mesmos problemas idiotas de sempre. Sabemos que vão se entender mais uma vez. Isso é o que dói mais. Pra piorar, deixaram essa briguinha como cliffhanger! Quem é que vai ficar ansioso pra saber o fim disso?


A nota 4 dada por mim é justificada pela única coisa boa que houve no episódio. Sue Sylvester. Estou gostando muito da mama Sue. Sua inserção, "ajudando" a preparar o New Direction para nas nacionais foi bem interessante. Aquela turma precisava mesmo de um sacode para que talvez ganhem a competição dessa vez.

Acho que nem vale a pena comentar (já comentando) a participação especial de Matt Bomer, o irmão mais velho, narcisista, arrogante e prepotente de Blaine. Técnicas de atuação? Técnicas de como ser mala, isso sim.

E quanto as canções?! Quase todas muito chatas. Foram canções temáticas e que ilustraram os acontecimentos no episódio. Como considero a trama do episódio um desastre, as canções não ficaram para trás, principalmente devido aos intérpretes.

Enfim, parece que até sou um detrator da série, mas pelo contrário. Gosto e sempre gostei de Glee. Essa temporada estava/está ótima, mas não dá pra ser fã cego e engolir essas bizarrices do gênio Ryan Murphy, mas que as vezes dá umas derrapadas feias como essa.

Nota: 4/10
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