Awake: 1x04 - Kate Is Enough




Mais um bom episódio de Awake...
Mas dessa vez não pelo caso da semana, e sim pelo drama por trás dele.
Esse episódio me fez refletir como pequenas decisões podem mudar muitas coisas, mas não suas decisões e sim decisões de pessoas próximas a você que fazem você tomar certas atitudes que não tomaria se a decisão de outra pessoa fosse diferente. (oi?)

De que forma Awake fez isso? Através da ex-babá de Rex (nome de cachorro esse, hein?), Kate Porter.
Quando Michael já estava começando a ficar cansando de ter que lidar com a raiva de Rex e a distância entre eles, eis que Kate aparece do nada mostrando que se Michael desistisse isso poderia arruinar a vida de Rex no futuro.
Mas ela não fez isso conscientemente, foi através de dois casos distintos em duas realidades distintas.
Em um caso, o assassinato do drogado, ela estava completamente envolvida e foi a responsável pela morte do rapaz, que por sinal era seu ex-namorado.
No outro, ela é uma empresaria bem sucedida que estava no local do assassinato apenas a negócios e não se envolveu no assassinato da secretária.

Falando dos casos, foram casos comuns e clichês e que não poderiam ser mais óbvios.
O que tornou o episódio bom foi o drama familiar por trás que foi muito bem explorado. O que é genial em Awake é que quando os casos não são bons, o drama de Michael, Rex e Hannah tornam o episódio agradável de ver.
Em um caso temos um assassinato de um drogado qualquer sem ligação nenhuma com o caso da outra realidade, que era sobre um ‘suicídio’ da secretária de um empresário em crescimento.

O drogado foi morto por um traficante qualquer que queria roubar o dinheiro que ele tinha nos cofres. Traficante esse que ficou sabendo do dinheiro através da ex-namorada do drogado, a também drogada Kate Porter ,que por sinal era ex-babá de Rex e falou sobre o cofre para poder pagar uma dívida com o traficante.
Do outro lado a secretária foi morta por um dos donos da empresa, e não se suicidou como aparentava no começo, pois descobriu que a empresa estava enganando seus consumidores e queria ir ao público com isso, clássico, certo?
Nesse caso Kate Porter é só mais uma investidora do grupo e nada tem a ver com tudo que aconteceu.

Após resolver os casos de uma forma simples e clichê, Michael vai à procura das duas Kate’s para descobrir o que fez as duas tomarem rumos tão diferentes.
Acontece que ambas perderam a irmã em sua respectiva realidade, o que fez as duas se tornaram tão diferentes foi o modo como seus familiares, no caso a mãe, apoiaram elas em suas perdas.
As duas ficaram no fundo do poço com a morte da irmã, se culpando e negando ajuda de todos. Porém, a mãe da Kate que foi bem sucedida não desistiu da filha e a apoio até que ela se recuperasse da perda e desse a volta por cima.
Já a Kate que virou drogada e acabou se envolvendo na morte do ex-namorado não teve o mesmo apoio, a mãe tentou, mas desistiu e isso fez com que ela continuasse no fundo do poço, indo mais fundo ainda e inevitavelmente se metendo com drogas e todo o resto.
Ai que eu achei o episódio genial, pois fez um paralelo com o que Michael estava passando com as reações de Rex, ajudando-o assim a ter mais forças para apoiar Rex enquanto ele ainda luta para aceitar a morte da mãe.
A série se aprofunda a cada episódio na forma como Michael lida com a morte de Hannah e Rex e como os dois lidam com a morte um do outro, felizmente a série consegue isso com uma genialidade que não vemos em muitas séries do gênero.

Infelizmente a audiência tem caído nos EUA, mas aumentou no Canadá, resta-nos esperar e torcer para que a série não leve a culpa pelo mau desempenho da NBC nas quintas-feiras.

4 comentários:

  1. o que eu achei besta foi a cena em que o Detetive vai procurar ~algo~ no banheiro e o outro diz "mas como você sabia/por que você quis procurar no banheiro?" (ou algo assim). Que detetive não pensa em procurar pistas no banheiro, ou em qualquer parte que não seja ~secreta~? achei forçada essa tentativa de fazer o tal Detetive ~especial~ por ter pensado em procurar no banheiro.-
    No mais, adoooooro as suas análises e coemntários dos episódios de Awake haha.
    Do que mais gosto em Awake são as diferentes visões dos psicólogos/psiquiatras (não lembro o que são). Uma apoia e, de certa forma, encoraja esse 2º universo; enquanto o outro tenta fazê-lo parar com isso.  Aaaah, lembrei-me de uma coisa: o argumento do cara de que "é mais razoável ver a pessoa e sonhar com ela do que sonhar com a pessoa e vê-la na vida real" é  furada! Quantas vezes vocês já não sonharam com alguém que há muito não via e pouquíssimo tempo depois encontrá-la na rua, em uma loja, etc.? Tá, pode não ser tãããão frequente, mas não é "absurdo".

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  2. Verdade, José Vitor, também achei estranho essa surpresa por parte do parceiro.
    Opa, obrigado! Fico feliz que goste :)
    Essas visões são um dos elementos que tornam a série tão rica em detalhes e em dramas.
    Acho que esse psiquiatra está ali só pra contrariar mesmo, ambos os psiquiatras chocam opiniões com o intuito de deixar o telespectador sem saber qual realidade é verdadeira, ou se alguma deles é ou mesmo se as duas são.
    Há tantas possibilidades a serem exploradas na série que me animo muito em continuar assistindo.
    Pena que como sempre a audiência não corresponde.
    Mas vamos torcer para que pelo menos tenha uma temporada completa :)
    Abraço!
    Obrigado pelo comentário, é sempre bem-vindo! :)

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  3. Também tou gostando da série, episódios são bem interessantes. É difícil entender o motivo da baixa audiência, os casos não chegam a ser tão complexos e a historia não chega a explorar teorias cientifica ou analises psicológicas profundas. Os casos da semana funcionam, mesmo a mitologia da série não estando presente. Os personagem conseguem nos cativar e estão sendo desenvolvidos, de forma que nós prende a trama. Enfim, série que dar 10 x 0 na decepcionante alcatraz.

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  4. Pois é, mas infelizmente parece que os americanos não conseguem entender mesmo assim! Incrível! ¬.¬
    Nem se compara, Alcatraz nem tinha que ter uma temporada completa, mas fazer o que.
    Obrigado pelo comentário, Djalma! :)

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