Person of Interest: 1x14 - "Wolf and Cub"



 
É impressão minha ou Person of Interest patina toda vez que puxa a história para o lado sentimental, explorando a solidão e os arrependimentos de Reese? 

Não sei se são os casos que foram mal desenvolvidos ou se falta à série nos dar um pouco mais de background em relação à história de Reese, mas a verdade é que tenho dificuldade em me importar com John da mesma forma que já me importo com Finch e Carter. 

Desta vez o episódio tentou mostrar Reese como uma espécie de herói que, como qualquer outra pessoa, tem qualidades e defeitos e nem sempre tomou as melhores decisões, mas que quando isso aconteceu foi porque foi enganado por outras pessoas em quem confiava e levado a acreditar que estava fazendo a coisa certa. 

O menino Darren, o CPF da semana, enxergou Reese dessa forma e ele não negou. Contudo, será mesmo assim que a vida de Reese foi conduzida? Se foi, está na hora de termos mais elementos que possam nos fazer vê-lo da mesma forma que Darren. 

Ainda que mediano, o caso da semana teve seus bons momentos, com John ensinando a Darren (e a nós) a “metodologia Reese” para pegar o inimigo. Além disso, desta vez Fusco atuou como o alívio cômico do episódio, primeiro com as “observações” de Darren em relação a ele e depois com a cena muito engraçada em que Lionel é inserido na ambulância com a bunda para cima, remendada, após ter levado um tiro na região ao arriscar-se para salvar o menino. 

Carter por sua vez esteve apagada no episódio e um tanto quanto submissa demais aos métodos de Reese pro meu gosto. Acho que isso não combina com a personalidade dela e espero que os roteiristas façam com que ela pare de aceitar tão passivamente a falta de maiores explicações de John e Finch. 

Contudo, se o caso da semana deixou a desejar, o desenvolvimento da história principal da série continua caminhando muito bem, principalmente no tocante ao arco relativo a Finch. A partir das investigações de Will Ingram, conhecemos uma nova personagem, Alicia Corwin, que apesar de ter frustrado as expectativas de Will ao contar a ele que a empresa de seu pai não estava bem das pernas e que por isso foi ajudada pelo governo, mostrou-se bastante nervosa quando Will mencionou seu “Tio Harold”. Will parece realmente ter acreditado nela e desistido de descobrir mais sobre o pai, mas será que ele irá mesmo desistir? 

Bom, Reese não vai. Com a ajuda de Fusco, John vai cada vez mais fechando o cerco sobre Harold e, graças a eles, agora sabemos que Finch, sob o nome de Harold Wren, estudou no MIT e lá conheceu o futuro amigo e sócio Natham Ingram. Contudo, Fusco descobriu que Harold Wren também não é o nome real de Finch, uma vez que não existem registros de Harold com esse pseudônimo anteriores a 1976. 

Estranho, não? Sempre pensei que Finch havia tornado-se “invisível” para poder criar a máquina, mas se ele já usava o pseudônimo antes de entrar no MIT claramente o motivo para esconder sua real identidade é outro. Então o que será que nosso amigo Finch realmente nos esconde? De onde vem tanto dinheiro? Por qual motivo ele criou a máquina? Quem é Harold Finch, afinal (não vale responder “Benjamin Linus”, bando de Lost maníacos!)? 


Pelo jeito ainda estamos longe de descobrir, uma vez que no final do episódio vimos que a máquina já identificou a ameaça, porém entre as opções mitigar, derrubar e monitorar, por enquanto a última opção foi considerada por ela a mais viável.

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