Alcatraz: 1x01/02 – “Pilot” / “Ernest Cobb”



E finalmente tivemos a estréia de uma das series mais esperadas do ano. Cercada de expectativas, Alcatraz estreou nesta segunda dia 16/01 pela FOX. Na serie uma detetive (Sarah Jones) e um especialista em Alcatraz (Jorge Garcia) dedicam-se a encontrar os prisioneiros desaparecidos há 50 anos, e que estão misteriosamente reaparecendo hoje sem envelhecerem um dia e aparentemente nada assustados com as mudanças do mundo (que não foram poucas). 

O nome de J.J. Abrams como produtor-executivo já gerou comparações com Lost e Fringe, mas no final das contas Alcatraz tem muito pouco das séries citadas (exceto pela trilha do sempre ótimo Michael Giacchino) e se for para julgar por esses dois primeiros episódios diria que a produção tem muito mais a ver com CSI. 

Tivemos dois episódios medianos, mas ainda sim interessantes e que serviram bem para apresentar seus protagonistas. A detetive Rebecca Madsen (Sarah Jones) é basicamente aquela mesma personagem que vemos em series policiais, boa no que faz e determinada a resolver todos os seus casos mesmo que isso signifique usar métodos pouco ortodoxos, e Emerson Hauser interpretado por Sam Neill que é um personagem extremamente desagradável e mal construído (suas ações são pouco coerentes com o contexto da serie) e a tentativa de criar um personagem ambíguo foi extremamente falha. Os méritos vão mesmo para Jorge Garcia como Diego Soto especialista em Alcatraz, basta o nome do ator para abrir um sorriso nos rostos dos viciados em series e aqui ele repete seu papel de cara legal da turma, o que é um elemento muito bem vindo a uma serie de mistérios.

Mas e ai? Alcatraz é realmente aquilo que todos estávamos esperando? Bem, a resposta é não, a serie se focou muito pouco nos mistérios e muito mais na perseguição policial aos “vilões”, naturalmente não teríamos respostas, mas a indiferença com as perguntas chega a ser absurda. Para entendermos melhor isso, vamos retomar as comparações com Lost e Fringe: ambas as series se preocupam em mostrar o impacto das situações nos personagens e mostram as motivações dos mesmos em busca de respostas para os mistérios que os cercam, uma explicação lógica para aquilo que esta acontecendo, e nos casos de Lost e Fringe isso já ficava bem claro no inicio. Aqui a personagem de Rebecca não parece sofrer nenhum impacto ao saber que seu avó, um dos prisioneiros de Alcatraz que retorna, foi o responsável pela morte de seu parceiro, e fica confortável em apenas prender os criminosos sem tentar entender porque eles estão ali ou quem é o responsável por isso. Um grande furo na serie, mas estou relevando isso afinal estamos apenas no começo da historia. 

O potencial de Alcatraz é enorme, mesmo com os muitos erros neste inicio. Basta que a serie não se transforme em um procedural estilo CBS em que temos 20 episódios de casos da semana para cada um que desenvolve a mitologia e estaremos gratos. Muitos apostam que assim como Fringe a serie cresça e encontre uma linha narrativa própria, se isso acontecer será ótimo, mas é muito mais fácil que a serie caia no jogo semanal de gato e rato e se considerarmos o histórico de series de ficção cientifica da FOX é bem provável que isto aconteça. No fim fica a promessa de que Alcatraz venha a ser mais uma boa serie de mistérios que nos faça ficar acordados discutido teorias e mais teorias sobre o que realmente está acontecendo. Temos algumas perguntas, mas nada que seja realmente cativante, creio que serão necessários mais alguns episódios para que a trama realmente se estabeleça, mas estaremos aqui acompanhando, só resta torcer para que realmente valha a pena.
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