Person of Interest: “Ghost” S01 E02



 
“Sr. Reese, nos encontraremos no meu horário, não no seu”
 
O segundo episódio de Person of Interest ressaltou a intenção dos roteiristas de que a série não seja um procedural qualquer e possua uma boa trama de fundo a ser desenvolvida e desvendada ao longo de suas temporadas. Melhor ainda é quando a série possui um personagem misterioso interpretado por Michael Emerson!

 
No decorrer do episódio, a série nos faz voltar a 2002 e mostra Finch saudavelmente correndo em uma esteira, em um andar aparentemente desativado de um edifício, quando chega para conversar com ele um cara loiro, de terno, trazendo um prêmio. O cara aparentemente é o sócio de Finch e a conversa entre os dois nos mostra que eles têm um trato: enquanto o loiro recebe os prêmios, enfrenta o conselho e desconta os cheques, Finch faz todo o trabalho de desenvolvimento de sua máquina (aparentemente por sua própria escolha). Em 2002 o trabalho está apenas começando e Finch está quase terminando de ensinar a máquina a rastrear as pessoas para, em seguida, programá-la para classificar as informações como relevantes (que contém os envolvidos em terrorismo) e irrelevantes (que contém os crimes comuns).

De volta a 2011, vemos Finch chegando para trabalhar em uma das divisões de sua própria firma como um simples engenheiro de software, sendo conhecido como “Harold”. Ao chegar em sua baia, Finch é surpreendido por Reese e diz a ele que o melhor lugar para se esconder é bem na vista.

Mais à frente no episódio temos um novo flashback, agora em 2007. Nele, o sócio de Finch está sentado em frente aos computadores, um tanto transtornado, tendo acabado de descobrir que algumas pessoas morreram e que a máquina sabia. Ao dizer a Finch que ele sabia mas não fez nada, o personagem de Michael Emerson conta a ele que a máquina foi feita para salvar muitas vidas e não apenas uma e, para não ter que saber (e conviver) com o fato de que algumas pessoas irão morrer sem que ele nada possa fazer, programará a máquina para deletar a “lista irrelevante” todos os dias, à meia-noite.

A surpresa maior, no entanto, foi reservada para o final do episódio: quando Reese vai procurar “Harold” novamente, é informado que ele foi demitido ou transferido. Em seguida, os dois conversam ao telefone e, quando Reese diz a ele que ele teria que confiar em alguém, escuta que de Finch que confiança não é algo que ele permita muito facilmente e que ele tem suas razões para isso. Vemos então Finch saindo do prédio de sua empresa e o episódio termina mostrando na entrada do edifício o busto do sócio de Finch, com a inscrição “In memorian – 1962-2010”.


E então? Será que a máquina previu a morte de seu sócio e Finch se sentiu culpado porque poderia tê-lo salvo? Será que também tentaram assassinar Finch e por isso hoje ele manca e anda todo duro? Empolgante, não acham?

Contudo, além dos mistérios que envolvem a vida de Mr. Finch, o que mais me chamou a atenção foi a clara ênfase dada à palavra “confiança”. Com diferenças sutis entre uma vez e outra, a frase “Soon or later you’ll have to trust someone” (Cedo ou tarde você terá que confiar em alguém) foi dita por algum dos personagens pelo menos quatro vezes ao longo do episódio. Além disso, o “caso (ou número) da semana” abordou visivelmente a questão de uma pessoa dada morta precisar confiar em alguém para se salvar. Notaram a semelhança com alguém? :-)

Desta vez a máquina de Finch apontou o número do seguro social de uma jovem (Theresa Whitaker), dada como morta dois anos antes, supostamente assassinada pelo pai (que também haveria matado o restante da família e se suicidado em seguida). Após descobrirem que o corpo da garota nunca havia sido encontrado, Finch e Reese chegam à conclusão óbvia de que ela está viva e começam a tentar encontrá-la.

A busca leva Reese a abordar um antigo amigo de Theresa (preso junto com ela no passado por vandalismo). Reese grampeia o celular do cara e, após este enviar em seguida uma mensagem para a amiga fugir, enxerga a garota utilizando um “chupa cabra” em um caixa eletrônico. Ele vai atrás dela, porém (quem diria), a menina é mais rápida e, com um canivete, corta a mão de Reese e foge.

Com a ajuda de seu contato, o policial corrupto Lionel, Reese consegue descobrir o nome do assassino contratado para assassinar a família Whitaker, que está preso por outro crime. Ele vai visitá-lo e descobre que o assassino deixou Theresa viva porque não matava crianças.

Enquanto isso, Finch descobre que, dos negócios que o pai de Theresa tinha, apenas um deles tinha um parceiro: a imobiliária Landale. Espionando o local, Reese vê o tio de Theresa entrar para conversar com o dono da empresa e conclui que eles estão envolvidos na tentativa de assassinar a garota. No mesmo momento, Finch localiza Theresa tentando vender os números de conta e senha que clonou e passa o endereço a Reese, que vai atrás dela. No entanto, o capanga da Landale também encontra Theresa e luta com Reese, que atira no capanga após perder a luta corpo a corpo. 


Reese leva Theresa para um hotel e pede a Finch para vigiá-la. Enquanto isso, vai atrás do tio de Theresa e descobre que a Landale o está ameaçando, pois quer a posse total do terreno em que investia com o pai de Theresa.  Reese assim descobre que a Landale está atrás de Theresa por que esta, estando viva, seria a herdeira verdadeira do terreno.

Após ter grampeado o telefone da tia de Theresa, o capanga da Landale (que não morreu pois estava com colete à prova de balas), descobre onde ela está escondida quando a garota liga para a tia e vai atrás dela, porém Reese chega na hora exata e desta vez mata o capanga.


Reese liga então para Carter (a policial negra que está tentando descobrir quem é ele), diz que ela está fazendo muitas perguntas sobre ele e combina um encontro. No entanto, quando Carter chega no local junto com outros policiais, encontra Theresa, que diz a ela: “meu amigo disse que posso confiar em você”. Olha a tal da “confiança” aí de novo!

Com bastante informação além do caso da semana, creio que o episódio foi muito bom. Acho que o roteiro teve algumas falhas (como a do capanga deduzir que era Theresa que havia ligado para a tia, mesmo com ela não dizendo uma palavra) e poderia ter abusado menos do suspense clichê (nas duas vezes em que Reese atira no capanga bem no momento que este iria atirar em alguém), mas em geral acho que foi bem interessante e introduziu uma trama de fundo muito legal.

Estou bastante ansioso para o próximo episódio! E vocês?

PS: O fodão Reese se deu mal duas vezes no episódio, sofreu um corte na mão de Theresa e apanhou do capanga antes de atirar nele. Acho que ele não estava muito no seu dia, não?
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