The Mentalist: "Scarlet Ribbons", "Little Red Book" e "Pretty Red Balloon" S04 E01/E02/E03




The Mentalist não foi criada e nunca teve a pretensão de ser uma série estupenda, com roteiros espetaculares, personagens complexos e cliffhangers geniais. Desde o início seu objetivo era simples: uma série tipo procedural, com um protagonista carismático e divertido, coadjuvantes simpáticos mas sem muita profundidade, porém com uma trama principal que permitisse a ela se diferenciar das demais séries de procedural e captar a atenção do público americano.

A estratégia deu certo (talvez mais do que o esperado) e, no último dia 22/10, The Mentalist voltou para sua 4ª temporada com uma audiência de mais de 13 milhões de espectadores (2,8 entre o público de 18 a 49 anos). De quebra, os 2º e 3º episódios tiveram apenas uma pequena queda de audiência, e a série vem mantendo-se como o 2º programa mais visto às quintas-feiras.
 
  S04 E01 - "Scarlet Ribbons" [Season Premiere]


Como não podia deixar de ser, a Season Premiere de “The Mentalist” deu continuidade ao final bombástico da 3ª temporada, no qual Jane supostamente se vingou de Red John, assassinando-o no meio de uma praça de alimentação.  Jane inicia o episódio preso e encrencado, pois a polícia não encontra nem a arma, nem o celular que o suposto Red John (identificado como Timothy Carter) estava carregando. E aí fica a dúvida: será que Jane está ficando louco e matou um inocente?

Nem mesmo Lisbon sabe se confia nele, porém Jane, disposto a provar sua inocência, envolve Cho, Rigsby, Van Pelt e Lisbon (suspensos pelo Diretor Bertram) na busca de provas para inocentá-lo. De quebra, ainda resolve representar a si mesmo em seu julgamento, o que obviamente rendeu bastante diversão no episódio.

O desenrolar do episódio foi bastante suave, apesar da tensão da situação. Enquanto Cho e Rigsby vão atrás do vídeo da segurança que filmou Jane atirando em Timothy Carter e os momentos que sucederam o fato (destaque para a cena muito engraçada de Cho convencendo o guarda a lhe dar uma cópia do vídeo sem o mandado judicial), Jane sai da prisão após conseguir o dinheiro de sua fiança vencendo outros presidiários em uma partida de pôquer.

A análise e investigação do vídeo acabam apontando as suspeitas para um segurança, as quais terminam confirmadas quando ele é encontrado morto em sua casa. Jane, por sua vez, acompanhado de Lisbon, vai à casa dos Carter e induz a viúva a desconfiar que o marido não lhe contava toda a verdade. Após ser obviamente expulso da casa, Jane foge de Lisbon, entra na casa pela janela que deixou propositalmente aberta ao pedir para ir ao banheiro e se esconde em um armário.

Desconfiada do marido, a viúva entra por uma passagem que leva a um quarto secreto, onde uma moça que havia sido sequestrada na região (cuja busca havia sido liderada por Timothy Carter) era mantida em cativeiro por ela e o marido e termina desmascarada por Jane e Lisbon.

Jane vai então a julgamento e utiliza o seqüestro descoberto para provar que Timothy Carter não era inocente e convencer o júri que Carter era mesmo Red John e carregava uma arma. E com a capacidade de persuasão de Jane, não é difícil adivinhar que ele consegue sua absolvição.

Contudo, quando se pensa que tudo está resolvido, na última cena do episódio a surpresa: Jane diz a Lisbon que se sente um pouco culpado por ter enrolado o júri, pois estava convencido que Timothy Carter não era Red John.
       
S04 E02 - "Little Red Book"


No segundo episódio da temporada, Jane é readmitido como consultor da CBI pelo Diretor Bertram que, contudo, o obriga a trabalhar com uma outra equipe. Bertram quer vingar-se de Lisbon por ter escondido dele a operação para pegar Red John no final da última temporada e argumenta que a culpa por Jane ter supostamente matado o serial killer era dela, que não conseguiu controlá-lo.

Com Lisbon mantida suspensa e prestes a ser demitida, Rigsby trabalhando como segurança na portaria da CBI e Van Pelt ainda afastada e fazendo terapia por ter sido enganada e obrigada a assassinar o próprio noivo, Jane chega para trabalhar com sua nova equipe, cujo chefe (além de obviamente ser um babaca) propõe a Cho que trabalhe e dedure Jane para ele, a não ser que prefira juntar-se a Rigsby na portaria. Cho aceita.

Com Jane decidido a conseguir fazer Lisbon voltar para seu antigo cargo (bem como sua equipe), a trama principal do episódio concentra-se nas artimanhas dele para atingir seus objetivos, porém o roteiro acertadamente não esquece o assunto Red John e paralelamente mostra Jane tentando provar a Lisbon que Timothy Carter não era Red John, enquanto ela tenta convencê-lo do contrário. Pouco a pouco Jane consegue atingir seus objetivos e utiliza o caso da semana para trazer Van Pelt de volta (divertidamente jogando dois de seus novos colegas um contra o outro até que um deles explode e termina afastado) e desmoralizar seu novo chefe (Ray Haffner) perante Bertram, fazendo com que este termine cedendo e trazendo Lisbon de volta.

O caso da semana é simples e de fácil solução. O morto é o melhor instrutor de uma academia, cuja fama de garanhão é facilmente descoberta. Ele era personal trainer de várias mulheres casadas e influentes, o que permite a Jane facilmente iludir Haffner e fazê-lo acreditar (e contar a Bertran) que a solução do caso traria consequências políticas. Contudo (e essa é a grande falha do episódio) não precisa ser um Patrick Jane para chegar à conclusão de quem era o verdadeiro culpado, pois as reações dos personagem são bastante óbvias (ou ninguém percebeu no olhar da dona da academia  que ela já tinha tido um caso com o instrutor?) e os únicos que não conseguem enxergar isso são os tontos da equipe de Haffner.

Por fim, Jane utiliza um de seus jogos mentais já empregados diversas vezes na série e desmascara a assassina: a dona da academia, que mata o instrutor em parte por ciúme, mas principalmente porque ele iria montar seu próprio negócio e iria arruinar de vez a academia dela, que já vinha mal financeiramente.

Mas se o caso da semana foi simples e bobinho, o assunto Red John não foi e promete daqui pra frente. E apesar do final do episódio não ser uma prova definitiva de que Carter não era o procurado serial killer, creio que Jane cedo ou tarde conseguirá provar que está certo e que Red John ainda está vivo. Resta agora saber se isso será em breve ou apenas no final da temporada.

S04 E03 - "Pretty Red Baloon"


Simples e normal, este episódio teve Jane, Lisbon e Cia. de volta à velha rotina de “casos da semana”, sem nem mesmo mencionar nada sobre Red John estar vivo ou não. 
O caso em si foi bem típico, daqueles que envolvem um crime (no caso o sequestro do filho de uma viúva), uma família rica que tem seus membros como suspeitos e Jane sempre irritando alguém com suas perguntas e deduções nada discretas e polidas. No entanto, apesar de fraco, repetitivo e básico, o episódio teve um ponto de destaque ao colocar Jane tendo que confrontar e derrotar um golpista que, assim como Jane em seu passado, fazia-se passar por vidente para arrancar dinheiro de pessoas mentalmente fragilizadas.
 
Chamado para desvendar o sequestro diretamente pela viúva (uma antiga cliente de sua época de trapaceiro), Jane ainda teve que convencê-la de que nunca foi vidente, porém antes se aproveitou da crença cega dela para fingir uma visão na frente de todos e descobrir, por meio das reações das pessoas envolvidas, quem era o seqüestrador. Depois disso ficou fácil e bastou à CBI seguir o suspeito para chegar a criança, que ainda estava viva. Contudo, o melhor momento do episódio ainda estava por vir e ficou para a peça que Jane pregou no falso vidente, irritando-o e fazendo-o admitir seu lado vigarista para Jane, que tinha um gravador no bolso.

No mais, espero sinceramente que o próximo episódio seja melhor do que este. Não me importo em ter um episódio que trate apenas de um “caso da semana”, contanto que ele seja mais criativo e não caia nas mesmices de episódios anteriores. Além disso, a série precisa tomar cuidado para não cometer alguns erros básicos, como o de não fazer menção alguma a Red John após os dois episódios iniciais da temporada, ou mostrar uma Van Pelt tranquila e focada, como se ela não tivesse passado recentemente por nada traumatizante. No caso de Red John, pelo menos uma conversa entre Jane e Lisbon serviria para mostrar que o assunto não está esquecido pelos dois, porém, da forma como nos foi apresentado, este episódio pareceu completamente desconexo e solto, como se não fosse uma sequencia linear dos dois primeiros. 
 
  

Um comentário:

  1. Eu gosto de The Mentalist, mas não é mais uma das minhas favoritas como quando era novidade (1ª temporada). Cansa sempre ter casos isolados, sem ter algo central, além de Red John, sem focar mais na vida dos personagens. E o caso Red John só é abordado nos episódios iniciais e finais das temporadas. Creio que a série agradaria mais, pelo menos a mim, se os personagens fossem mais desenvolvidos, uma vez que não dá para tratar de Red John sempre.

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