The Mentalist: “Ring Around the Rosie” / “Blood and Sand” – S04E04/E05



                             

Parece até que os roteiristas de “The Mentalist” leram minhas reclamações no post anterior e resolveram fazer dois episódios decentes de procedural puro.

Conforme eu havia dito, é possível fazer um episódio do tipo “caso da semana” sem cair na mesmice e foi exatamente isso que aconteceu nos dois episódios, principalmente no 4º que, em minha opinião, foi superior ao 5º.

"Ring around the Rosie" apresentou uma formula bem diferente ao propor uma investigação sobre um suspeito identificado por Jane que, segundo ele, ainda iria cometer um assassinato em massa. Com um novo chefe (em ambos os sentidos), Luther Wainwright,  no posto que pertenceu a Hightower, Jane teve que usar de todas  as suas táticas para conseguir autorização para que o departamento pudesse investir tempo no suspeito e enfim pegá-lo.

Destaques no episódio para o novo chefe, metido a sabichão e a traçar perfis psicológicos (e que tomou um vareio de Jane dessa vez) e para a cena do suspeito disparando em todo mundo em um evento, sem saber que Jane e Lisbon haviam substituído todas as balas de sua casa por outras de festim. Bem interessante ainda foi a trama paralela, que contou com Lisbon lutando para provar a inocência de um morador de rua que havia sido um músico de talento, cujo único CD gravado era um dos favoritos de Lisbon. 

Como último destaque, mas não menos interessante, tivemos o novo chefe Luther Wainwright traçando o perfil psicológico de Jane e classificando-o como um psicopata clássico. Estará ele certo? Será ele apenas mais um incompetente? Ou será outra pessoa a serviço de Red John? Eu aposto na última!

“Blood and Sand” já foi um episódio bem mais típico e próximo da fórmula básica, porém foi bastante interessante à medida que o verdadeiro culpado não era óbvio. Em um certo momento tive a impressão de que todos os moradores da ilha estavam envolvidos para protegê-la e mantê-la isolada do interesse de outras pessoas (o que seria uma saída à la Agatha Christie, que já fez coisa parecida em um dos seus livros), mas no final o culpado era um só.

Ou melhor, dois, visto que apesar da moça assassinada ter ido à caça do assassino de seu pai, não foi este quem a matou e sim um estuprador que, por se sentir compelido a cometer esse tipo de crime, havia ido morar na ilha para não ser mais tentado a praticar estupro. Porém a coitadinha da moça foi logo entrar no barco em que ele estava e ainda pedir ajuda a ele...

 
A identificação do assassino do pai da moça foi uma armação clássica (porém sempre inteligente) de Jane, que causou um boato na cidade e fez com que todos se reunissem espontaneamente em um salão. Depois foi só pedir às pessoas para colocarem seus copos em uma bancada, dizer que o assassino do pai da moça seria identificado pelas impressões digitais e pronto: o culpado logo fugiu e foi presa fácil para os agentes da CBI. Já o assassino da moça deu um pouquinho mais de trabalho, mas por gostar de falar demais caiu na outra pegadinha armada por Jane e Cia. e acabou corrigindo uma informação que não deveria saber. Tolinho...

Além da identificação do assassinato, o comportamento de Van Pelt e a nova namorada de Rigsby chamaram a atenção neste episódio. Em relação a Grace, parece que os roteiristas resolveram retomar os problemas dela e mostraram-na um tanto quanto impaciente e até violenta (apesar que eu adorei o murro que ela deu em um suspeito que a agrediu). Já o namoro de Rigsby com a advogada de defesa esquisita (que já o havia chamado para sair em um outro episódio ) provavelmente deverá piorar o estado de espírito de Van Pelt.


Confesso que estou curioso para o próximo episódio, dia 27/10, cujo título “Where in the World is Carmine O'Brien?” é uma brincadeira com um antigo e conhecido joguinho de computador chamado “Where’s in the World Carmen Sandiego?”. Só pela criatividade no título já vale a pena assistir!
 
Tecnologia do Blogger.