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American Horror Story – Primeiras Impressões




Nem Glee, nem Nip Tuk, a bola da vez é American Horror Story. Mesmo sabendo que a série é do Ryan Murphy e Brad Falchuk fiquei chocada ao ver o quanto eles são flexíveis e conseguem escrever sobre diversos temas sem perder a qualidade.

Alguma vez você assistiu algo que ficou tão sem reação que não sabia se era muito bom ou se era totalmente sem noção? Foi assim que fiquei ao assistir os primeiros episódios de American Horror Story. É um tipo de série que eu não estou acostumada a assistir, mas digo uma coisa: quem ainda não viu, veja!

Tudo começa com uma traição. O marido psiquiatra trai a esposa e é pego no ato, para tentar concertar o relacionamento falido eles se mudam para um bela casa antiga. Bela? Talvez por fora, por dentro das paredes dela existem coisas que acontecem que ninguém pode sonhar.
Aos poucos conhecemos os personagens: a mãe Vivien, o pai Ben, a filha Violet, a vizinha intrometida (Constance) que sabe mais do que quer falar, sua filha com síndrome de down que também sabe muito sobre a casa (Addy), uma velha (velha?) governanta (Moira), um garoto problemático que tem consultas com o pai (Tate) e um ex morador da casa que tenta alertá-los sobre o perigo (Larry Harvey). Por enquanto, esses são os personagens mais recorrentes da série.
Eu já vi muitos seriados na vida, mas nenhuma como essa. Ela é agoniante, até agora não senti medo ao vê-la, mesmo com as cenas mais fortes, mas ela te deixa desconfortável. A edição dela é ótima, os cortes, os zooms, as desfocadas... Tudo isso contribui para a sensação de desconforto, de estranhamento. Os personagens são muito bons, a mãe, o pai e a filha, são uma família imperfeita superando problemas (a traição do pai e a perda do bebê que Viv estava esperado). Com a mudança eles acharam que tudo ia melhorar, nem preciso dizer que não melhorou. Sem revelar muito da série, posso dizer que eles já passaram por alguns sufocos na casa. Aos poucos vamos conhecendo sua história, as mortes, os conflitos.
Não vou fazer um resumo da história, eu tentei descrevê-la, mas ela perde totalmente a graça e vocês não iriam querer vê-la, ou assistiriam e já saberiam o que iria ocorrer e vocês perderiam a emoção da ‘descoberta’ e do estranhamento que ela causa. Mas vou tentar comentar algumas coisas sem revelar muito da série. Já se passaram 3 episódios e dá pra ter uma noção de que muita coisa boa bem por aí. No primeiro episódio não temos muita noção de quem é de verdade e quem é fantasma, mas aos poucos vamos descobrindo. Por exemplo a governanta Moira, que se apresenta como uma velha senhora para as mulheres, mas para os homens ela é uma ruiva atraente e provocante com roupas de empregadinha saída de filmes pornôs. Quanto aos outros, vou deixá-los na dúvida.
As atuações são muito boas, todos os atores entraram nos personagens. Imagino que fazer uma série assim deve ser difícil, ainda mais por ela tratar tanto o psicológico das pessoas.  Esse texto é mais pra deixá-los curiosos do que outra coisa, no próximo fazemos um review com mais detalhes, mas por enquanto não quero que percam a vontade e as surpresas que a série revela.
A grande pergunta agora é: Quanto tempo a família levará para descobrir os ‘esqueletos guardados no armário’ que a casa esconde?  Será que eles descobrirão a tempo, ou acontecerá alguma tragédia com eles? Quero a opinião de vocês. Só eu que gostei da série ou mais alguém está pirando junto comigo e achando essa a melhor estréia desse ano?

Comentários

  1. Realmente uma série muito boa. O Glee ganhou um pouco mais de respeito, apesar que acho que esses caras são bipolares... enfim, vamos ver mesmo, espero que tenho muita bala na agulha para continuar essa série com tanta qualidade quanto esses 3 primeiros eps.

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  2. deve ser muito boa mesmo...

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  3. Marco Antônio Freitas26 de outubro de 2011 12:27

    Bem, eu achei o piloto bem mais egraçado do que assustador ou agonizante, na verdade o segundo episódio se saiu bem melhor para prender meu interesse. Não achei os personagens carismaticos, mas estranhamente isso contribuiu para que eu mantivesse o interesse pela serie, isso nunca aconteceu antes comigo, e se eu não consigo me identificar com os personagens logo desisto da serie, isso não aconteceu aqui.
    O maior triunfo da serie é justamente o leque de possibilidades que ela tem a disposição, todas as historias que pode contar, entretanto isso não fica claro no piloto, mas somente no segundo episódio. Não faço de suas palavras as minhas, mas gostei bastante da serie.
    Adorei a Constance, achei a personagem Moira muito bizarra e adoraria arraca os olhos da Viven, ela tem uma paranoias que são sofriveis de ver na tela. Nota 7/10.

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  4. Também não achei os personagens carismáticos, longe disso. A filha me irrita, a mãe me dá pena e o pai é meio, digamos, bunda mole. Convenhamos que um cara que trata todo mundo como ele trata é um tremendo de um bundão..rs
    A Moira é legal, eu gosto dela tanto velha assustadora com o olho embaçado e jovenzinha sedutora. A Constance também, mesmo sendo arrogante e sinistra, eu gosto dela. Meu personagem preferido até o momento, acredite ou não, é o jovem Tate. 
    Gosto mais dos personagens ditos 'secundários' do que a própria família... E isso que me deixou entusiasmada. É uma série que não tem nada das formulas de sucesso das outras. Bem, ok, tem sensualidade e nudez (só do pai, por enquanto, e de costas), mas não tem piadinhas sarcásticas, não tem adolescentes fazendo inferninho na vida uns dos outros, não tem gente linda (a filha é sem sal, a mãe tem cara de morta, o pai é bem mais ou menos e o único que salva é o Tate e só pq tem cara de revoltadinho.. rs)
    Esse texto foi só a primeira impressão, no próximo vou falar melhor da trama.

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  5. No primeiro episódio pensei que não veria mais que 2 da série, contudo, hoje assisti 0 2º e o 3º, achei muito interessante, muito mistério, principalmente. Espero que tantos mistérios não se percam na série sem explicação. Vale apena assisti, já estou aguardando o 4º episódio!

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  6. o que eu acho que contribui para o mistério é a total falta de referência de tempo e espaço. num mesmo epísódio acontece tanta coisa em tempos e locais diferentes que não sabemos se um evento ocorreu no mesmo dia que outro, semanas depois, etc. a gente fica totalmente perdido..

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  7. Puuuuuuuuuuuutz a série é muito boa. As vezes fico muito confusa, pois não sei o que é real e o que é fantasmagorico. Mas mesmo assim é muito boaa.

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