Person of Interest: “Pilot” S01 E01




Um Benjamin Linus que não mente (será?) e um ex-Jesus Cristo com habilidades dignas de Jack Bauer e Chuck Norris?

Piadas e referências à parte, a estréia de Person of Interest atendeu às expectativas nela depositadas e nos apresentou uma série bastante movimentada, com alguns mistérios (não excessivos) e que promete ser bastante interessante e intrigante. Além disso, conforme esperado, Jim Caviezel (de A Paixão de Cristo, O Conde de Monte Cristo e Alta Frequência) e Michael Emerson (o eterno Ben Linus, de Lost) são a espinha dorsal da série e, como ótimos atores que são, prometem excelentes interpretações para seus personagens.

A premissa da série é que, após o fatídico 11 de setembro de 2001, as autoridades americanas passaram a utilizar as mais avançadas tecnologias para conseguir identificar com antecedência possíveis ataques terroristas. O governo passa espionar todos os e-mails, a filmar e escutar a tudo e a todos, porém acaba gerando uma quantidade de informações muito elevada, as quais necessitam ser filtradas para que apenas aquelas relevantes possam ser analisadas. Para isso o governo contrata Mr. Finch (Michael Emerson), que desenvolve um sistema capaz de selecionar e separar as informações relevantes (ou seja, que podem estar relacionadas com terrorismo) das (teoricamente) irrelevantes.

Mr. Finch é um bilionário misterioso que aparentemente está morto (muito provavelmente esse nem mesmo é seu verdadeiro nome) que, um dia, percebe que cometeu um erro ao permitir que o sistema que desenvolveu para o governo descartasse as informações “não relevantes”, pois estas, apesar de não serem relacionadas a terrorismo, indicam grande probabilidade de ocorrência de outros tipos de crimes no futuro.


Decidido a impedir esses crimes, por meio de uma “porta” que deixou aberta em seu próprio sistema, Mr. Finch passa a coletar da lista de informações não relevantes os números do seguro social (o CPF americano) de pessoas que muito provavelmente estarão envolvidas no futuro em algum crime, seja como vítima ou como autor. Finch acessa apenas o número do seguro social (ao menos é o que ele diz), pois a coleta de outras informações poderia alertar as autoridades americanas, que nem mesmo têm conhecimento que ele está vivo.

No entanto, o personagem principal da série é John Reese (Jim Caviezel), um ex-agente fodão (também dado como morto) e que vive nas ruas de New York como um simples mendigo. No pouco que nos foi revelado até então, Reese aparenta ter desistido de sua vida após o amor de sua vida ter sido assassinado, sem que ele nada pudesse fazer para impedir.


Reese aparece pela primeira vez no metrô de NY, em suas roupas, cabelo e barba de mendigo e com uma garrafa de whisky, de cabeça baixa, quieto, totalmente na dele. E então um grupinho de moleques bandidos resolve se meter a besta com ele... Panacas. Sozinho, Reese acaba com todos eles, mostrando habilidades nada coerentes com as de um mendigo. Reese é preso e tem suas impressões digitais coletadas por uma policial, que descobre que suas impressões estão ligadas a diversos crimes não resolvidos. Contudo, antes que ela pudesse tomar qualquer tipo de ação ou questionar seu prisioneiro, um advogado desconhecido a Reese aparece e consegue sua liberação.

O advogado, óbvio, estava agindo a mando de Mr. Finch, que tenta convencer Reese a trabalhar junto a ele, impedindo a ocorrência de crimes violentos. Finch conta a Reese que vem observando-o há algum tempo, que sabe que ele está tentando se matar aos poucos com a bebida, mas que não acredita que ele precise de psicólogo, reabilitação ou coisa parecida. Para Finch, Reese precisa de um propósito para viver e esse propósito seria salvar a vida de outras pessoas, uma vez que ele não pode salvar a de sua amada.

Em um primeiro momento Reese reluta, porém acaba aceitando a proposta de tentar impedir um possível crime. Finch aponta a Reese o nome de uma assistente da promotoria, cujo número do seguro social foi indicado pela máquina. Finch deixa claro que por ter apenas o número, não sabe se ela será vítima ou autora do crime, nem mesmo se restariam minutos ou meses para que ele ocorresse, sendo a missão de Reese descobrir o crime e impedi-lo de acontecer.

Depois de muito investigar e usar diversas de suas técnicas de agente (com a ajuda de Finch), o caso dá uma reviravolta e Reese descobre que a assistente da promotoria, que tudo indicava ser uma possível vítima de assassinato, era na verdade a cabeça de uma quadrilha de policiais corruptos envolvidos com o narcotráfico.
A solução do caso é ótima, com a assistente da promotoria desmascarando a si mesma em pleno tribunal quando, ao acionar uma gravação que acreditava incriminar o réu, na verdade inicia uma gravação de uma conversa dela própria tramando a morte de seu colega de trabalho (gravação esta obviamente feita e trocada por Reese).


Gostei bastante do episódio e acho que a série promete. Apesar de lembrar Minority Report, a idéia do sistema que prevê os crimes pareceu-me bastante plausível e factível. Não acredito ser impossível coletar, cruzar e tratar dados exaustivamente e, com isso, conseguir prever um crime premeditado. Além disso, Mr. Finch deixa claro que o sistema prevê crimes que estão sendo planejados, não aqueles que ocorrem por impulso. Como crítica negativa, penso que teria sido mais legal se o piloto fosse duplo, com uma apresentação mais lenta dos personagens, mas entendo a preocupação dos produtores e roteiristas de fazer um piloto mais rápido para conseguir a aprovação da emissora e do público.

Os mistérios da série ficam por conta de quem realmente é Mr. Finch, por que ele decidiu ser altruísta e deixou de simplesmente ganhar dinheiro para proteger outras pessoas (ele diz que de certa forma também perdeu alguém) e também sobre quais eram as reais funções de Reese como agente do governo, e por que e por quem sua amada foi morta. Além disso, tudo indica que a policial que o prendeu não irá deixar barato e tentará descobrir quem era o misterioso mendigo cujas impressões digitais aparecem nas cenas de diversos crimes.

E então? Interessados? O que acharam do episódio?

PS: Mistério adicional: Por que Mr. Finch manca? Alguma coisa misteriosa ou apenas faz parte da criação de Michael Emerson do personagem?

9 comentários:

  1. Gostei, parece ser uma boa série.

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  2. Bastante promissora. Ver o Ben Linus de volta a ativa é muito bom!!

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  3. É verdade, um piloto duplo seria mais interessante, já que não deu tempo de a gente se envolver tanto com os personagens e sim acabamos só acompanhando as informações dadas.
    Mas vamos ver a história desenrolar e os personagens serem mais trabalhados...

    Eu acho que o fato dele manca possa ter algo a ver sim... Pq pensam que ele morreu? Será que ele chegou a ser torturado por alguém de outro país que também queria a máquina? Imagina só essa máquina em mãos erradas.

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  4. Eu queria muito ver essa série, mas o fato de ter o J.J. Abrams já me deixa com pé atrás. E vocês podem me criticar o quanto quiser por não ver fringe., comecei a ver mas eles se enrolam tanto nas próprias tramas que me irrita.
    O J.J. tem uma coisa assim: Olha, esse mistério é legal, mas não sei o que fazer com ele, vamos fazer um mistério maior e mais bizarro pro pessoal esquecer desse antigo. E aí segue aquele monte de enrolação sem sentido.  E não venham me xingar, não gosto dele mesmo. hauhauhauhau
    A premissa da série é muito boa, vou ver hoje e talvez (disse TALVEZ) consiga assistir alguma série assinada por ele (ainda não acredito que o Eric vai se meter com o Abram).
    Deve ter algo por trás dele mancar sim, tudo na série do JJ tem um propósito (pelo menos em teoria, mesmo que o propósito seja algo insano e que te traga mais dúvidas do que o fato em si). O piloto pareceu legal, vai pra lista de séries novas que eu quero assistir.
    Álias, Fábio, já tem gente escrevendo sobre Terra Nova? 

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  5. Camila, eu já sou o contrário de você, é série do J.J. eu já estou vendo... hehe. De qualquer forma, ao que me parece o J.J. não parece estar colocando muito a mão na série, não. Acho que ele só pôs o nome dele... Além disso, ela me parece bem mais um série de procedural do que de mistério... vamos ver se o próximo se mostra dessa forma!

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  6. Pra falar a verdade, só vou assistir mesmo pelo Michael Emmerson hehehe A série é boa, mas não é boooooooaaaaa rsrs A premissa é bem interessante, mas pelo visto vão basear a série em casos semanais, que eu odeio. Se acrescentarem uma trama principal envolvente, como acontece em Fringe e The Good Wife, pode até ficar muito boa. 
    Belo texto de estreia Rodrigo. Parabéns!

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  7. Não quis comentar isso na review porque é achismo e ela já tava enorme (hehe), mas acho que a linha da série deve ser essa mesma... casos semanais com uma trama principal. Pelos flashbacks da esposa/namorada/amante (sei lá o que ela era), tenho a impressão que a morte dela provavelmente vai ter algum desenvolvimento para a trama, alguém envolvido etc. E talvez até o personagem do Michael Emerson também tenha alguma trama que venha a aparecer no futuro.

    Obrigado pelo elogio e por poder fazer parte da equipe do VS!

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  8. Eu vi a série! Aeeee.. rs
    Achei boa, mesmo. Mas, o cara precisa mesmo ser o tão foda em tudo? Toda essa 'superioridade' dele já me irritou no primeiro episódio, gosto de personagens humanos que erram, que falham, que não são sempre bons ou sempre maus... Por isso sou tão fã de Supernatural e House. 
    Vamos ver, se a trama for boa, continuarei assistindo

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  9. Por Que Você Gosta De Usar Tantas Letras Maiúsculas? [sic]


    Respeite a norma culta: depois de dois pontos não há letra maiúscula. Boa resenha.

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