Fringe: "Neither Here Nor There" S04E01



"A linha do tempo foi reescrita. Ele foi apagado. Ainda assim, vestígios dele continuam a vazar" Observador.


A guerra ainda existe, porém ambos universos deram uma trégua, firmada no final da temporada passada, com o intuito de salvar a própria pele. O episódio começa com uma briguinha de confiança entre as Olívias, simbolizando em síntese o pensamento de cada universo. A premiére não teve um início tão bombástico como quando a série nos deixou (convenhamos difícil de superar) mas as cenas e diálogos tiveram uma importância imensa para que já possamos imaginar e criar teorias sobre a mitologia da série. Onde está Peter Bishop? Perdido por aí entre os universos.

Peter Bishop. Perda sentida, mas não compreendida. Não tem como deixar de notar a diferença de comportamento de nossos heróis, além das funções executadas por cada um. Walter tem estado mais deprimido do que o normal, além de direcionar as investigações da divisão Fringe de longe, confortavelmente em seu laboratório. Astrid está mais atuante e Olívia mais fria do que nunca. Lincoln Lee foi o personagem principal do episódio, indicando que substituirá (para nós) as ações de Peter, porém no campo emocional, são insubstituíveis.

Veremos um mundo sem Peter e descobriremos como seria as coisas sem a sua presença. A série deu uma espécie de Reboot, porém poderão mudar o desenvolvimento rapidamente, quem duvidaria. Paralelamente acompanharemos as duas equipes unidas, lutando em uma guerra imprevisível. Querem respostas? Respostas sempre levam a novas perguntas, mas mesmo assim eu pergunto: Se Peter nunca existiu, então como as Olivias cruzaram a fronteira dos dois universos?

Houve o surgimento de uma nova criatura, denominada Shapeshifter, uma espécie de metamorfo que rouba metais contidos no sangue das pessoas. Tido com um caso Fringe, como tantos outros já enfrentados, porém dessa vez, não ficaram imaginando teorias e passaram logo o problema para que sabe das coisas. A divisão Fringe lado B. Resolve aí Bolívia! Que sorriso mais sarcástico da ruiva, notaram?


Os observadores tiveram participação significativa no episódio, principalmente o mais "humano" entre eles, o September. Função? Apagar os traços da existência de Peter, porém na hora H, desistiu. Porquê? Está aí uma possibilidade imensa de mais uma reviravolta na série. Peter is back?! Estou pagando/baixando pra ver isso. Se for pra apostar, acredito que teremos Peter de volta antes do que imaginávamos.

Incrível como cada vez mais temos que assistir, re-assistir, pausar, voltar, buscar referência e informações paralelas para montarmos o nosso quebra cabeça Fringe. Pra quem gosta (como eu) é um prato cheio, mas parece que os americanos não estão com essa paciência, vide a má audiência de estreia. Têm preguiça de pensar, só pode. O problema é que dependemos deles para o futuro da série, apesar de que acho que já devem pensar em seu fim, como os produtores de Lost fizeram.

O Glyph Code da semana formou a palavra APPEAR, que significa tornar-se visível. Indicando talvez o desejo de Peter, onde estiver.


Os observadores não tiveram escondidos nesse episódio, porém acho que nessa temporada, estaremos mais interessados nas aparições de Peter.

5 comentários:

  1. Acho que todo mundo esperava um episódio bombástico e ele realmente não foi. Porém não acho nem de longe que foi um episódio ruim... e mais, acho que foi um episódio necessário, que introduziu alguns elementos que creio serão essenciais na temporada: Lincoln precisava de uma história para ser inserido na Divisão Fringe, a situação de Peter precisava ser um pouco explicada, as mudanças causadas por Peter não ter existido (depois de morrer quando criança, óbvio) também e mais: acho que esses "novos modelos" de Shapeshifters serão bem importantes para esta temporada. Fiquei pensando num possível 3º Universo. Será?
    Interessante notar também a abertura, agora "amarelo-âmbar". Legal a referência, não?

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  2. Nossa fiquei esperando tanto por esse episódio... muito bom, mas estou louca pro próximo pq esse não respondeu todas as minhas perguntas! Ver as Olivias cara a cara de novo foi épico! E finalmente comecei a gostar do Lincoln rsrs Review ótima! Amei!

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  3. No momento, estou mais empolgada pra ver as duas Olivias trabalhando juntas, e com a ajuda do Lincoln, do que interessada em saber onde tá o Peter. Curti muito os "novos" personagens... A Olivia tomando o lugar do Peter ao acalmar o Walter e a Astrid "on the field".

    Anna Torv mais uma vez nos mostra a diferença entre as Olivias como a boa atriz que é. Ao final da temporada anterior, eu já tava até gostando da bitch alternativa. Mas deu pra perceber pela cena inicial da season premiere que ela voltou a ser aquela bitch que a gente conheceu, antes do sequestro/parto em Chinatown.

    Anyway... também estou pagando/baixando para ver como é que eles vão trazer o Peter de volta.

    Acredito que as Olivias atravessaram do mesmo jeito: Cortexiphan! A guerra foi declarada pelas experiências do Walter e do William Bell, sem Peter trocado. Vamo vê...

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  4. Essas referências de Fringe deixam a gente doido. Sinceramente não fico viajando em cores e outros aspectos profundos da mitologia, se não eu piro rsrrs Também não acredito em 3º universo, pelo menos por enquanto rsrs No mais estamos juntos nessa ;) 

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  5. Anna Torv é sensacional mesmo Mariana. Você esquece que as Olívias são interpretadas pela mesma pessoa. 
    O Cortexiphan com certeza está no meio dessa passagem, mas a minha dúvida seria quanto ao motivo, sendo que Peter não existe para elas. Acho que isso nós não vamos demorar pra saber.

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