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Game Of Thrones 1ª Temporada


Game Of Thrones. A nova série épica da HBO e a mais badalada da atualidade, chega ao fim da sua temporada de estreia de forma brilhante. Colocando todos espectadores de queixo caído, fazendo com que já contemos os dias para a sua segunda temporada e incentivando-nos a devorar os livros.

A série dividiu/dividi opiniões em todas as redes sociais, mas em uma coisa todos concordam. A produção é impecável. Tanto quanto cenários externos e internos, quanto assuntos técnicos audio-visual. Não tem se quer um ator que você possa destacar negativamente. Claro que sempre tem interpretações mais destacáveis do que a outra, mas em síntese, o elenco é muito forte.

Quanto a trama, já é questão de gosto. Muitos acharam sonolenta e confusa. Concordo que em alguns momentos tive o mesmo sentimento principalmente no terceiro e no quarto episódio, mas a partir do quinto episódio, a ação reinou na série e a trama ficou cada vez mais interessante. Agora quem não gosta do gênero medieval, não vai gostar mesmo de Game Of Thrones.

De qualquer forma a trama é bem complexa, principalmente pra quem (como eu) não leu os livros. Muitos nomes esquisitos, tanto de pessoas quanto de lugares. Se você não prestar bem atenção, acaba se perdendo. O Play/Pause é fundamental nesse caso. Confesso que não me apeguei a fundo a mitologia da série e assisti de forma bem light, pois para isso é necessário praticamente um estudo da série, incluindo a leitura de sua obra literária, pesquisando os detalhes da trama.

Assisti por puro entretenimento e não me arrependo. Claro que a parte que mais me atraía eram as lutas medievais entre os lados, tanto por simples competição, quanto valendo a vida. A série surpreendeu a todos matando seu ator principal, mas deixou um recado de que não vai se apegar a um herói, tendo com base a luta entre civilizações. Golpes atrás de golpes. Amor e ódio. Traição. Sexo e pudor. Todos o sentimentos envolvidos. A princípio já temos o lados dos bandidos e dos mocinhos mas nada é definitivo em Game Of Thrones.

A temporada fez o que deve ser feito. Apresentou os personagens, seus costumes e suas histórias, qualidades e defeitos. Vários aspectos ficaram pra ser resolvido/acrescentados na próxima temporada, mas o importante é que Game Of Thrones conseguiu atrair um público fiel diferente do que já tinha em suas obras literárias, fazendo com que obrigatoriamente aprofundemos na sua história.

Ame-a ou deixe-a. Não tem meio termo em Game Of Thrones.

Comentários

  1. não assisti ao último episódio ainda, mas gostei muito da série, muito bem feita!

    E me agradou o texto publicado também (li morrendo de medo de ter spoilers, haha). Concordo.
    Também não li os livros e fiquei meio perdido em algumas partes, mas em geral é tranquilo!

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  2. Ante de tudo, Crônicas de Gelo e Fogo é uma fábula para adultos. Martin não dá espaço para elfas recatadas como Arwen. No primeiro volume, Guerra dos Tronos, fica estabelecido que todo mundo vai ao banheiro, transa, escarra e fica de ressaca – até as ladies. Enquanto Tolkien parece viver um platonismo cego, Martin leva o realismo às últimas consequências. As páginas transbordam de descrições vívidas de sexo e violência. Nas batalhas, há estupros e infanticídios. Nos castelos, prostitutas luxuriosas e banquetes cheios de gula. “Já era tempo de a fantasia crescer e se tornar adulta”, declarou o autor em entrevista a VEJA. “Sempre soube que um personagem sem dimensão sexual não é completo. O mesmo se dá em relação à violência. As guerras não têm nada de limpo: são feitas de sangue e vísceras expostas. Que credibilidade eu teria se não mostrasse o que ocorre quando a lâmina da espada atinge um pescoço?”.

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  3. O antagonismo vilão-mocinho em Crônicas muda diversas vezes em cada livro, ao contrário de O Senhor dos Anéis que, no máximo, permite a Boromir e Faramir um momento de fraqueza cada. As Crônicas provocam uma confusão deliciosa: é possível vibrar para que os dois lados de uma batalha vençam, ou amar a filha do rei deposto e o homem que o depôs na mesma página. Em Tolkien, Frodo nunca se sentaria para dividir um pedaço de lemba e uma caneca de cerveja com orcs. Mas em Crônicas, Jon Snow e Tyrion Lannister, de clãs inimigos, compartilham traumas e conversas regadas a vinho. Enquanto o digno e honrado Aragorn, de Tolkien, luta contra inimigos distantes, os personagens das Crônicas têm, muitas vezes, o pior inimigo morando dentro de casa.

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  4. A Guerra dos Tronos não agradará aos mais objetivos. Martin, porém, pega mais leve nas descrições do que Tolkien. Claro que o continente Westeros é tão bem imaginado e descrito quanto a Terra Média e o leitor poderá saborear detalhes das capas de cavaleiros e dos bosques sagrados - há até um mapa do território dos Sete Reinos nas primeiras páginas. As descrições de Martin, no entanto, são melhor dissolvidas na narrativa e por isso muito mais dinâmicas. Um capítulo de Crônicas jamais será tão enfadonho e cansativo quanto a passagem sobre Tom Bombadil, o irritante e misterioso personagem cantador de A Sociedade do Anel, ou páginas de descrições dos diminutos detalhes das folhas da floresta de Lothlórien ou Valfenda.

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  5. O autor de Crônicas não está preocupado com leitores de estômago fraco. Tudo que é sujo e já existiu na humanidade está presente na trama: traição, incesto, prostituição, roubo, estupro, violência, crueldade, infanticídio, eutanásia, aborto. Pode pensar no que quiser de sórdido e moralmente questionável, estará lá. Mais uma vez essa característica serve muito bem ao leitor, que tem nas mãos uma obra muito mais verossímil que O Senhor dos Anéis. “Toda fantasia requer um pouco de mágica. Mas o exagero é como errar a mão no sal”, argumenta Martin. “Elfos e duendes ficaram tão batidos que, com toda a razão, hoje muita gente quer esmurrar esses personagens”.

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  6. Em entrevista a VEJA, Martin fez a comparação: “Tolkien odiava quando falavam que seus livros continham alegorias. Não sou tão radical. Espero estar dizendo coisas relevantes dos nossos tempos. O escritor americano William Faulkner dizia que a única coisa a respeito da qual vale a pena escrever é sobre os conflitos do homem consigo próprio. Não tenho a pretensão de passar mensagens, mas acredito que a luta pelo poder é um tema universal”.

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  7. Um dos defeitos de O Senhor dos Anéis é que em alguns momentos a narrativa torna-se lenta. Isso raramente acontece em Crônicas. O final de cada capítulo é quase sempre surpreendente, chocante ou cheio de suspense. A maioria dos leitores se obriga a começar o capítulo seguinte. É muito mais fácil largar O Senhor dos Anéis para uma pausa do que deixar Crônicas por um momento sequer.

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  8. Em Tolkien, era previsível imaginar que Aragorn ganharia a guerra no final e que Frodo sairia vivo da jornada. Já Martin não tem nenhum amor exagerado por seus personagens, que são tão mortais quanto qualquer um de nós. Um pequeno erro de estratégia ou um momento de fraqueza e o personagem já era. Morre vítima de um assassinato inesperado, uma traição surpreendente ou um golpe aleatório. Vilões se tornam mocinhos e perdedores campeões. Personagens vêm e vão, se aliam e desaliam a cada capítulo. A trama é imprevisível e por isso tão atraente.

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  9. Cada capítulo da obra de Martin é narrado sob o ponto de vista de um dos personagens. Ou seja: muito mais difícil falar em mocinhos e bandidos quando você experimenta a cada vinte ou trinta páginas os medos e amores de uma pessoa diferente. O melhor exemplo dos méritos da troca de perspectiva é Tyrion Lannister. O anão é membro do clã mais sórdido dos Sete Reinos e defende a família acima de qualquer pudor. No entanto, quando o leitor mergulha na sua história, suas atitudes ganham explicações e justificativas e ele passa a ser um dos personagens mais cativantes da trama. Uma estratégia muito mais intrigante que a narração onisciente de Tolkien.

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  10. É bem difícil que alguém termine de ler Crônicas sem se identificar com um único personagem. Nos quatro livros já escritos – a série prevê sete -, Martin criou mais de mil personalidades distintas e, em algumas dezenas de casos, bastante complexas. Os personagens vivem todo tipo de drama: da deficiência física à paixão incestuosa entre irmãos. Enquanto as criaturas de O Senhor dos Anéis são movidas por honra ou ódio, os moradores de Westeros respondem à chantagem, rancor, paixão, amor, luxúria, fidelidade, ambição e confusão – motivações muito mais próximas da realidade.

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  11. Só em número de livros já escritos As Crônicas de Gelo e Fogo já superam O Senhor dos Anéis. As páginas também são abundantes: mais de 550 por livro (versões em inglês chegam a 1.000 páginas). E a promessa é que a série some sete títulos. A melhor parte? Martin ainda está vivo, então pode aumentar esse número nos próximos anos – se quiser. Coisa que Tolkien só conseguiria se arrumasse um médium para psicografá-lo...

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  12. Ver estas comparações de Tolien x Martin me dá nojo. E nem falo do autor do post, pelo contrario, falo de comentarios aqui mesmo.

    Detalhe, Tolkien era cristão, o intuito dele era o mesmo de C.S. Lewis, fazer um conto cristão para cristãos. Um mundo de fantasia para estes. Não to falando de religião aqui, independentemente do que eu acredite ou nao, ali era um conto cristão e incomparavel.

    E me admira mais ainda a pessoa comparar os dois e ainda falar "Um era pra adulto e outro para criança".. Ta bem nitido, se um era pra criança e outro pra adulto.. nao tem comparação.

    Ambos tem sua grandeza, sou fã, mas fã mesom de Tolien, assim como me torneio de George RR Martim. Mas cada um é cada um ,cada história é uma história.

    Sem Mais!

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  13. Entendo suas colocações...
    Tbm sou fã de J. R. R. Tolkien...

    Essas 10 comparações vi no site da VEJA e achei interessante postar aki!

    http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/dez-razoes-pelas-quais-a-guerra-dos-tronos-e-muito-melhor-do-que-o-senhor-dos-aneis

    =)

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  14. Eu gostei muito da serie, embora todos os méritos sejam do livro, é ótimo ver uma trama assim na TV. Pela primeira vez sinto que qualquer personagem corre risco de vida (muitas series tentam fazer isso, mas essa é a única que o fez com êxito), e finalmente posso dizer que uma serie fez uma primeira temporada impecável. Depois do quinto eps. resolvi le os dois livros lançados no Brasil e os "devorei" em duas semanas. Mas, mesmo pra quem leu o livro, é impossível não agonizar com a cena final do episodio 9 ou torcer pela Dany no fim do eps 10.
    O elenco é um show a parte, principalmente as crianças que geralmente são o elo mais fraco da corrente, aqui elas fazem um trabalho exemplar. Embora tenha limitações técnicas, a produção foi impecável e bastante convincente.
    A trama foi fielmente adaptada, e se continuar assim teremos uma das melhores e mais ousadas series da historia da TV America.
    Só mais uma coisa: penso que são no mínimo equivocada as comparações com O Senhor Dos Anéis, afinal, embora ambas sejam historias de fantasia, são tramas muito distintas. Martim tem uma historia com a TV e isso influencia fortemente o modo como ele escreve, enquanto Tolkien se dedicou a criar um mundo imaginário (muito mais complexo que o de Martim, sem duvida alguma) e que nunca teve a pretensão de ser realista.

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  15. Entendo suas colocações...
    Tbm sou fã de J. R. R. Tolkien...

    Essas 10 comparações vi no site da VEJA e achei interessante postar aki!

    http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/dez-razoes-pelas-quais-a-guerra-dos-tronos-e-muito-melhor-do-que-o-senhor-dos-aneis

    =)

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  16. Ante de tudo, Crônicas de Gelo e Fogo é uma fábula para adultos. Martin não dá espaço para elfas recatadas como Arwen. No primeiro volume, Guerra dos Tronos, fica estabelecido que todo mundo vai ao banheiro, transa, escarra e fica de ressaca – até as ladies. Enquanto Tolkien parece viver um platonismo cego, Martin leva o realismo às últimas consequências. As páginas transbordam de descrições vívidas de sexo e violência. Nas batalhas, há estupros e infanticídios. Nos castelos, prostitutas luxuriosas e banquetes cheios de gula. “Já era tempo de a fantasia crescer e se tornar adulta”, declarou o autor em entrevista a VEJA. “Sempre soube que um personagem sem dimensão sexual não é completo. O mesmo se dá em relação à violência. As guerras não têm nada de limpo: são feitas de sangue e vísceras expostas. Que credibilidade eu teria se não mostrasse o que ocorre quando a lâmina da espada atinge um pescoço?”.

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