House: Review "After Hours" S07E22


É fácil saber quando um episódio de House vai ser bom ou melhor ainda antes mesmo de começar a abertura.

É essa a verdade, sobre a série. Se o episódio começar com um caso normal, de alguém desconhecido que não tem sequer ligação com os personagens da série, você pode esperar um episódio normal, como a maioria dos episódios de uma série nesse estilo.

Mas, se o episódio começa com alguém relacionado a alguém da serie, mesmo que você só perceba isso quando a pessoa bate na casa da Thirteen pedindo ajuda, você pode esperar um ótimo episódio, que vai focar mais nas pessoas que trabalham no hospital, do que nos casos aleatórios. Agora, se um episódio começa com uma cena do próprio Gregory House em uma situação “Hóusica”, você pode esperar um episódio no mínimo épico.

Esse era o meu pensamento, até o momento em que eu comecei a ver o episódio e, a cada segundo, percebia que deveria rever meus conceitos em relação às coisas que se deve esperar do episódio. Se eu fosse dar uma classificação pra esse episódio, eu diria que foi um episódio no nível dos episódios que começam com o próprio House em uma situação “Hóusica”.

“Unhappy people do reckless things” – Gregory House

Concentremo-nos na cena da banheira, no show de atuação que Hugh Laurie nos proporcionou mais uma vez, e nas ironias em relação a isso. Não sei se você que está lendo agora sabe, mas foi em um banheiro que Hugh Laurie gravou seu vídeo-teste para o papel de Gregory House.

Mais interessante que o fato anterior, é lembrar que essa banheira já foi palco pro Hugh na pele do próprio House, vide fim de sua saga autodestrutiva na sexta temporada numa cena que, no meu ponto de vista, foi uma das mais emocionantes de toda a temporada, onde House está pronto pra se afogar novamente em Vicodin após ter perdido uma paciente e o “amor de sua vida”, e Cuddy chega dizendo que só quer saber se “Huddy” pode funcionar!

Mas não acaba por aí. Caso não seja clara essa lembrança, essa banheira foi também o palco de suas alucinações no Season Finale da quinta temporada, num episódio não menos magnífico que os outros e, pelo menos pra mim, um episódio que deve ter entrado no “Top 5 Season Finales de House” da maioria dos fãs. Repare na ironia novamente, pois, nesses dois episódios a pessoa que esteve lá por aquele House destruído na banheira foi Lisa Cuddy, assim como no episódio dessa semana, que tivemos a honra de contemplar.

Como se não bastasse todo aquele momento com Cuddy, todos se perguntam “E onde estaria Wilson, num momento tão importante pra série como esse?”. Confesso que fiquei um pouco triste no decorrer do episódio pela ausência dele, mas que fiquei totalmente despreocupado na cena em que ele aparece no quarto com House, servindo de muleta pra ele, num momento cheio de emoção, no qual eu parei e disse: “Essa cena valeu mais do que se ele tivesse aparecido o episódio todo!”

Mas nem só Gregory House brilhou esse episódio, apesar de as cenas dele terem ofuscado totalmente as ótimas cenas em que seus empregados aparecem. Então falemos sobre elas. Quatro empregados, duas cenas interessantes. Thirteen e Chase em uma cena nada simples, e Foreman e Taub em uma cena digna dos dois.

Acho que a maioria das pessoas que lêem minhas reviews sabe que o personagem que eu menos gosto naquela série é o Foreman, e o segundo é o Taub. Não se pode negar que a cena deles foi, de certa forma, interessante. Mas não foi algo que você pare e pense, pois não há nada a pensar ali. Houve certo sentimentalismo da parte do Taub, lembrando de um paciente enquanto conversava com a futura mãe do seu filho, mas não passou disso!


Já com Chase e Thirteen, as coisas foram bem diferentes! Uma história interessante que, de certa forma, aproximou os dois personagens pela tragédia. Quando Thirteen assume que eutanasiou o irmão e foi preciso fazer aquilo, aposto que você se lembrou de Dibala, da season 06 (sim, o ditador que Chase eutanasiou) e percebeu que nesse momento, ele entendeu que ela fez o que devia ser feito. Além disso, o momento de superioridade suprema de Thirteen, em não se importar após ter salvado a vida de uma conhecida e ser odiada pela mesma, mostrando estar mais preocupada com a vida de um paciente do que com a simpatia deste te lembrou alguém?

Por fim, gostaria de considerar algumas coisas neste episódio:

- Quando todos esperam por um cliffhanger foda, pra abrir o season finale de forma intensa, a série nos surpreende de novo. Nesses momentos, você percebe que a série não é feita pra ter simplesmente audiência, mas sim, a simpatia e (por que não?) idolatria da parte dos fãs.

- Ainda falando sobre a audiência, algumas pessoas ainda discordam desse ponto. Mas, se a série realmente se importasse simplesmente sobre a audiência, ela deixaria o ponto mais intenso do episódio bem no meio? Não seria mais “audiente” deixar pro final?

- Outra coisa importante pra esse episódio e, acredito que pro final da temporada, é a relação entre House e Rachel. Acho que essa relação entre os dois personagens vai ser totalmente explorada nessa season finale, seja para o bem ou para o mal!

E Você? Gostou do episódio? Acha que faltou algo na review? Comente, e nos dê ânimo pra continuar escrevendo pra você!
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