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Grey’s Anatomy: 7x20 – “White Wedding”


Por: Tobias (@onlytobias)

E o casamento mais aguardado do ano (para os seriadores, que não estão nem aí para o casamento real) chegou. Callie e Arizona unindo-se em laços matrimoniais e Grey’s Anatomy dando um tapa na cara da sociedade.

‘Calzona’, como os fãs carinhosamente (?) chamam o casal, já passaram por muitas situações juntas, já enfrentaram tudo e todos, e é claro que no momento do casamento não seria diferente. Dessa vez, a tensão envolveu a família de Callie. Ok, é sim um tanto quanto clichê parte da família não aceitar a união entre pessoas do mesmo sexo e tudo mais. A mãe de Callie representava a sociedade em que vivemos, já que ela se recusava a participar do casamento da filha por não ser algo verdadeiro, ‘algo de Deus’, e se recusava inclusive a segurar a neta no colo por ser um filho fora do casamento, mas ninguém mais ninguém menos do que Miranda Bailey para roubar a cena e fazer um discurso que deveria ser utilizado como um manifesto, por isso achei que seria muito bom compartilhar o texto com vocês:

“Em primeiro lugar, você não precisa da lei, ou um padre, ou a sua mãe, para o casamento ser de verdade. E a igreja pode ser em qualquer lugar que você quiser. Em um campo, em uma montanha. Pode ser aqui, nessa sala. Qualquer lugar, por que onde você acha que Deus está? Ele está em você. Está em mim. Ele está aqui no meio de nós. A sua igreja pode não ter enxergado Deus ainda. Sua mãe, ela não enxergou Deus ainda. E pode ser que nunca enxergue, mas tudo bem. Se você estiver disposta a se erguer diante de seus amigos, família e Deus, e se dedicar a outro ser humano, dedicar-se a essa parceria, para o bem ou para o mal, na saúde ou na doença… Isso é um casamento. Isso é de verdade. E é isso que importa.”

Valeu aí, Bailey!
Precisa dizer mais alguma coisa? Obviamente que não. Shonda conseguiu passar a mensagem para a sociedade, não é opção sexual, assim como não é a cor, o corte de cabelo, o estilo de se vestir, que define o que é uma pessoa. E quem se acha no direito de estipular padrões que, supostamente deveriam ser seguidos? Deus não está apenas numa tradição milenar. Deus está em cada um, como disse Bailey, e somos nós, com nossas atitudes e nossos pensamentos que definimos nossa proximidade ou não dele. Não importa se o casamento entre Arizona e Callie não era legalmente reconhecido, o amor, o sentimento que uma sente pela outra é a garantia da união. De que adianta um casamento tradicional, cheio de pompas, se o que os envolvidos sentem um pelo outro não é verdadeiro? Grey’s Anatomy consegue fazer seu papel social como nenhuma outra. E mesmo sem o ministro celebrante, que teve a esposa envolvida num acidente, superando a ausência da mãe de uma das noivas, tudo foi belíssimo, e ao final, o pai de Callie largou a esposa e voltou para realizar seu sonho e o da filha: dançar em seu casamento. Curiosamente, o episódio foi exibido na mesma semana em que o Superior Tribunal Federal legalizou a união homoafetiva no Brasil. Coincidências da vida. Outro momento que nos deixou muito emocionados foi quando Arizona desabafou sobre seu irmão. A dor que era não tê-lo junto de si para curtir e dançar muito no casamento. E “o coronel”, que não queria nem fazer um minuto de silêncio porque não havia espaço no cronograma.

Paralelamente a isso, obviamente, o trabalho no Seattle Grace Mercy Death. E a disputa pelo cargo de residente-chefe está cada vez mais acirrada. Karev digamos que esteja na frente, por que os casos das crianças africanas são muito comoventes. Os tratamentos começaram, e uma criança apresentava um problema – muito estranho – no coração. Adivinhem? Teddy só deixou Cristina fazendo sucção. Ela deveria é sugar a cara daquela chata. Fica querendo dar liçãozinha de moral na melhor médica do SGMWH. Não é Cristina que tem que se desculpar (realmente as vezes ela é um pouco segura demais de sua capacidade), Teddy é que precisa pedir perdão, por não ter reconhecido que graças a Cristina, Callie está viva. Espero que ela se mude de uma vez com Andrew e não volte nunca mais. E uma nova personagem entrou na disputa: April, indicada por Stark passou a ser uma nova opção de escolha para Owen. Ate que ela se saiu bem preparando o mingau para a paciente, conseguiu me sensibilizar por bater de frente com o Stark.
You're a fucking bitch, Altman!

Derek ficou muito tocado por uma menininha órfã africana que estava em tratamento. Depois de cuidar da situação da garota, ele sugeriu a Mer que eles a adotassem. Obviamente ela aceito e... mais um casamento no episódio!  MerDer se uniram no civil, e foi muito bacana intercalarem os diálogos dos casamentos.

Vamos combinar que a situação da trapaça de Meredith está ficando cada vez mais insustentável. Karev tinha toda a razão em dizer que isso envolve muito mais do que ela, todo o hospital e seus funcionários estão na situação. E alguém duvida que o bicho vai pegar?

Olhem só, temos um novo trava-línguas: repita, rapidamente, três vezes: Sofia Robbin Sloan Torres.

Acho que me empolguei um pouco nesse texto, não? Me desculpem se ficou cansativo. Até o próximo episódio!

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