Body Of Proof: 1x05 – “Dead Man Walking”



Por: Tobias (@onlytobias)

Quando eu acho que Body Of Proof não poderia me surpreender mais, vem um novo episódio e... surpresa! Esse quinto episódio, foi, sem dúvidas, o melhor da série. Depois de “Talking Heads”, que nos emocionamos com a Drª Hunt, “Dead Man Walking” teve um mesmo efeito, só que abordando outra faceta da médica legista mais amada por nós, seriadores.

O episódio centrou-se num paciente que ao sair da cirurgia acabou falecendo. Erro médico? Negligência? Assassinato? Drª Megan Hunt, favor apresentar-se!

Ao examinar o corpo do paciente, os legistas encontraram grampos no sangue. Sendo assim, verificou-se que provavelmente era um caso de erro médico, fatal. Megan, mais uma vez confrontando seu passado, e ainda por cima, é obrigada a voltar ao hospital onde trabalhava. Após ouvir o depoimento da enfermeira e por falta de provas, cada vez mais a culpa incidia sobre o cirurgião, que além de tudo, demonstrava ser desleixado e sem preocupação com seus pacientes. Porém, após verificar o lixo hospitalar descobriu-se que o grampeador havia sido adulterado. Os grampeadores cirúrgicos encontram-se em pacotes de três unidades, porém só uma delas tinha sido utilizada, então, os outros dois estavam no hospital, mais pacientes em risco, o que fazer, quem estava por trás disso? Então, ao verificar os prontuários do dia anterior, descobriu-se que outra cirurgia havia sido realizada. Uma vida em risco, então Megan e Peter partem para o endereço do paciente. Chegando lá, ele estava desmaiado, e a ambulância ainda não tinha chegado, Megan toma uma importante decisão, e utilizando-se de equipamentos da cozinha, opta por abrir a vítima e, após momentos de tensão, Megan, aquela linda!, o salva. Uma cena magistral, em que temos a durona legista tendo que confrontar a si própria em nome da vida. Além do mais, ela faz uma declaração, como uma amiga, para Peter. Megan é sim uma pessoa difícil, porém, aberta a novas experiências, tentando mudar esse seu jeito que muitas vezes não agrada. E, graças ao paciente que foi salvo, e a descoberta de um detalhe presente nos grampeadores, Megan conseguiu chegar ao culpado, Gwen, a administradora do hospital, que tentava vingar a morte de seu filho, que teve uma overdose ao ingressar em uma fraternidade na universidade. Em mais um momento excepcional, com seu discurso, Megan não entrega a doutora, incita-a a se entregar. Fazendo assim com que ela aprendesse que o mais importante é reconhecer seus erros.E ao final, Drª Hunt ainda deu uma lição de moral naquele cirurgião que se achava o máximo. Game! Set! Match!


Paralelamente a isso, Ethan e Curtis trabalhavam no caso de uma mulher que morreu misteriosamente com um coágulo. Após analisarem, e terem a ajuda de Megan, eles descobriram que aquilo veio de um fator hereditário. Ethan estava apaixonado pela irmã gêmea da vítima, e ao descobrir isso, acabou indo alertá-la sobre os riscos de voar com aquele problema. Espero que essa história de amor se desenvolva mais.Para quem não sabe, Ethan, e a personagem interprete de Karen (a gêmea da vitima) são casados na vida real. Por isso que tudo funcionou muito bem entre eles. Gostei também dessa variada de BOP, passa a tratar, claro que em segundo plano, de um caso que não era assassinato, um adendo que trás mais verossimilhança

Brilhante, sem outras palavras para descrever esse episódio. Um pequeno detalhe é a ausência de Bud, o detetive, a dois episódios que ele não entra em cena, espero vê-lo de volta a ativa, afinal, ele e Megan tinham uma relação profissional também muito bacana. Tapa na cara, também, daqueles que comparavam a produção com a famigerada House (FOX), me desculpem, mas se em algum momento o Dr Gregory House conseguir representar a profundidade e a complexidade da Drª Hunt, eu prometo dar outra chance à série.
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