Entrevista com Michael Emerson - Assuntos: Emmy, Epílogo, Twitter, True Blood e muito mais

Faltando dois dias para a cerimônia de entrega do Emmy – prêmio que ele já levou para casa duas vezes e ao qual concorre novamente este ano – e com Benjamin Linus de volta à mídia devido à sua participação em The New Man in Charge, o tão comentado epílogo de LOST, o ator Michael Emerson concedeu uma entrevista ao blog PopCandy do USA Today. Respondendo perguntas dos fãs ele falou sobre The New Man in Charge, Emmy, True Blood, Twitter e projetos para o futuro.

Emmerson começa falando sobre o leilão de Lost realizado nos dias 21 e 22 de agosto.

Uma das perguntas mais comuns por aqui é se você comprou algum dos objetos cênicos que foram leiloados nos dias 21 e 22 de Agosto. 

Olhei o catálogo todo e não encontrei nada que me interessasse profundamente. Quando você vive por tanto tempo esta vida de ator cigano, chega uma hora em que para de trazer para casa estes tipos de lembranças, porque muito em breve o seu pequeno apartamento em New York estará lotado de posters, objetos e peças do figurino. “Oh, aqui esta aquela espada que usei naquela peça…” Então não levo muita coisa para casa.

O único objeto que usei em cena em Lost que realmente me interessava era a boneca de madeira que Annie deu de presente a Ben quando ele era criança. Mas ela não está no leilão e não sei o que aconteceu com ela.

Você levou alguma coisa para casa depois que a série terminou?

Não. Você vai todo o dia para o trabalho e pega os objetos usados em cena e o figurino com as pessoas responsáveis por eles, e após terminar as gravações entrega tudo de volta. Teve um terno de linho que foi feito especialmente para mim na 3ª temporada e nunca foi usado. Roland Sanchez disse que eu poderia ficar com ele, e provavelmente irei usá-lo a minha vida toda. Mas, além disso, acho que não trouxe mais nada de Lost para casa.

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Já que você teve o papel principal em The New Man in Charge, o que achou do epílogo?

Gostei bastante. Fiquei muito feliz quando descobri que eu teria um dos papéis principais nele. Acho que fiquei tão animado para filmá-lo quanto fiquei para gravar o final da série.

Alguma parte deste epílogo chegou a ser considerada como parte da série?

Não. Acho que ele foi concebido como algo à parte.

E você diria que ele foi realmente o fim? Não haverá tipo um “epílogo para o epílogo”?

Diria que foi o fim, acho que eles deixaram isso bem claro e podemos confiar na palavra deles. Os roteiristas não irão revisitar a história, pelo menos não tão cedo. E vocês não verão todo o elenco reunido novamente. Mas como já deu para notar, poderão rever alguns membros do elenco trabalhando juntos em algo que se refere à série.

Presumo que vários membros do elenco irão juntos à cerimônia do Emmy. Você estará lá, certo?

Minha Nossa, com certeza!

Já preparou algum tipo de discurso?

A ideia de ganhar este ano nem sequer passou pela minha cabeça. Isso me ocorreu hoje pela manhã… Normalmente, nos anos anteriores, eu pensei muito sobre o que falaria se ganhasse. Mas me parece tão improvável ganhar nesta temporada que nem cheguei a pensar sobre isso. Há tantos atores bons concorrendo comigo nesta categoria e que ainda não ganharam, que me parece justo que o prêmio vá para eles.

Alguns fãs querem saber como está o joelho que você falou que machucou durante as gravações do finale.

Foi algo que me preocupou muito. Está melhor agora. Voltei a morar em New York e caminho vários quilômetros todos os dias. Então está funcionando direitinho, mas não está 100% ainda. Acho que é uma destas coisas que você vai aceitando à medida que vai envelhecendo, certas coisas não estarão 100% por toda a sua vida.

Outro leitor do blog falou que viu o seu nome ser mencionado numa lista de possíveis substitutos para o papel de Steve Carell em The Office. Alguém já falou com você sobre isso?

Já vi isso sendo comentado na internet, mas não levei muito a serio. Ninguém da série veio falar comigo. E além do mais, quem iria querer substituir Carell naquele papel? As chances de fracassar ou não dar conta do recado seriam tão grandes que, mesmo se vivêssemos num universo insano aonde realmente me oferecessem o papel, não sei se eu diria sim à proposta.

Você consideraria interpretar algum personagem cômico? Digo, realmente e puramente cômico, porque mesmo sendo assustador o Ben também era engraçado.

Sim, às vezes eu pensava que estava numa comédia, mas que eu era o único que sabia disso. Na minha carreira nos palcos fiz mais comédias do que dramas. Me considero um comediante, então ficaria feliz fazendo algo engraçado. Mas ao mesmo tempo não sei se eu daria conta de uma típica comédia de situação. Acho que descobriríamos conforme a coisa andasse.


Muitos fãs querem saber se você irá aparecer em True Blood.

Sou amigo de Alan Ball e ele sempre fala que precisa escrever algo para mim. Fico imensamente lisonjeado que um roteirista tão bom quanto ele tire um minuto do seu tempo para pensar em escrever algo para mim, então eu farei o que ele escrever. Mas teria que ser a coisa certa. Certamente não poderia ser o líder sinistro e manipulador de uma misteriosa organização. Eu não poderia fazer o vampiro Ben Linus.

[Neste momento da entrevista, a repórter fala que ela acharia interessante ver o vampiro Ben Linus em cena e Michael cai na risada.]

Outra coisa que me pediram para perguntar é se você é Team Eric ou Team Bill?

Olha, eu conheço os dois atores então é uma pergunta complicada. Acho que ambos estão fazendo um trabalho esplêndido e Alex [Skarsgard] cresceu muito no seu papel, está muito convincente. Mas sou aquele tipo meio retrógrado e tradicional, me atrai o velho Sul que o Bill representa. Gosto das formalidades e maneiras antigas dele, então tendo a torcer por ele, embora o personagem venha fazendo de tudo para afastar o carinho do público ultimamente.

Você tem alguma conexão pessoal com o Sul?

Sim, morei no Sul por muitos anos. Comecei a atuar no Sul. Na verdade a atuação foi minha segunda carreira, eu era ilustrador de revistas antes de ser ator.

Morei em St. Augustine e Jacksonville, na Flórida, quando meu primeiro casamento acabou. Me encontrei numa situação crítica, como havia me afastado de New York acabei perdendo meus clientes para as ilustrações. Decidi que era hora de recomeçar.

Aí pensei que já que teria que recomeçar do zero, então que fosse com algo que eu realmente queria fazer, que era atuar. E foi assim que comecei minha carreira de ator, num lugar tão improvável.

Recentemente a banda Weezer lançou um álbum intitulado Hurley e a capa dele é uma foto do Jorge Garcia. Se alguma banda lançasse um disco chamado Ben e colocasse o seu rosto na capa, que banda você gostaria que fosse?

Acho que teria que ser uma banda meio obscura e estranha. Teria que ser algum tipo de músico marginal e meio intimidador que lembrasse os jazzistas dos anos 30, que usam algo de teatral nas suas apresentações. Não sei qual banda corresponderia a esta descrição.

Você não está no Twitter?

Não, não estou em nenhum tipo de rede social. Eu tenho um telefone.

E não tem planos de aderir ao Twitter?

Acho que não. Penso que isso seria uma vaidade da minha parte e não acho que as pessoas possam estar interessadas no que estou fazendo momento a momento.

Acho que algumas pessoas poderiam sim estar interessadas.

Espero que elas possam me perdoar por cultivar um pouco mais de mistério.


Michael em cena de "God in America"


Há comentários sobre você e Terry O’Quinn trabalharem juntos novamente. Há alguma novidade sobre isso? Terry é o membro do elenco de Lost com o qual você mais mantém contato?

Com certeza mantenho contato com Terry. Há algumas idéias sendo debatidas em Hollywood, onde as coisas andam lentamente, então não sei se realmente sairá alguma coisa dali. Mas também sei que há roteiristas muito sérios e comprometidos trabalhando nas ideias.

Se o projeto verá a luz do dia ou não, não tenho certeza. Mas com certeza eu agarraria a chance de trabalhar novamente com Terry. Nos damos muito bem, todo mundo já sabe, e ele é o melhor parceiro de cena que um ator poderia desejar.

Quais são seus próximos projetos?

A próxima vez que me verão na tela provavelmente será numa série da PBS que irá ao ar em Outubro, chamada God in America, na qual farei um puritano. Será uma série em três ou quatro episódios no formato de documentário, mas que também terá partes dramatizadas.

Sei que já devem ter lhe perguntado isso antes, mas precisamos saber o que você sinceramente achou do final de Lost.

Falando muito honestamente: eu achei o finale fantástico. Me senti tão satisfeito, comovido e humano! Não foi apoiado em esperteza, mas na espiritualidade. E fiquei especialmente feliz com o final dado ao meu personagem.
Fonte: Apaixonado Por Séries

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